- A Polícia Federal realizou buscas em endereços ligados ao senador Jaques Wagner (PT-BA), um aliado de Lula no Senado, como parte de investigações sobre o caso Master.
- A PF aponta Wagner como possível beneficiário central de vantagens econômicas associadas ao Banco Master, com pagamentos e aquisições patrimoniais sob escrutínio.
- Na operação, foram apreendidos cerca de US$ 55 mil e 33,5 mil euros; Wagner confirmou a quantia, negando irregularidades e sem indícios de indiciamento.
- Veículos internacionais destacaram que o caso atinge o governo de Lula e pode impactar a eleição de outubro, ampliando o escrutínio sobre o escândalo.
- A cobertura destaca ligações entre o caso Master, Vorcaro e autoridades de diferentes espectros políticos, com repercussões na campanha eleitoral de 2026.
O que aconteceu envolve novas buscas e apreensões ligadas ao caso Master, com o foco em atividades de financiamento e favorecimentos que supostamente teriam sido estruturados para beneficiar o Banco Master. As ações da Polícia Federal ocorreram na quinta-feira, 18 de junho, em endereços ligados ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo de Lula no Senado. A investigação mira pagamentos e benefícios relacionados a medidas verificadas no Congresso.
Wagner é apontado pela PF como possível beneficiário central de vantagens econômicas, com suspeitas de atuação como agente público em favor de estruturas de pagamentos, aquisições e outros benefícios. A apuração busca esclarecer se houve pagamento ou benefício em troca de apoio a medidas que favorecessem o banco, incluindo a chamada Emenda Master. O senador afirmou não ter cometido irregularidades, e a PF informou que Wagner não foi indiciado.
Na operação, a PF apreendeu cerca de US$ 55 mil e 33,5 mil euros em endereços ligados ao senador. Wagner confirmou a posse do dinheiro apreendido e negou irregularidades. A investigação também envolve outros investigados no escopo do caso Master, que já envolve empresários e políticos de diferentes espectros.
Repercussão internacional e conjuntura política
A imprensa internacional destacou a proximidade do caso Master com o governo Lula. A Al Jazeera informou que o escândalo atinge ambos os lados do espectro político brasileiro e pode influenciar a eleição presidencial. O Clarín ressaltou a participação de um aliado de Lula na nova fase da apuração e indicou que o caso pode aproximar a investigação do entorno do presidente.
A Bloomberg noticiou que a investigação alcança usuários de diferentes posições políticas e impacta a campanha eleitoral a poucos meses das eleições. A agência mencionou que a resposta da campanha de Lula incluiu esforços para defender o senador, sem atribuir culpa direta a Bolsonaro ou a aliados de forma definitiva.
A Reuters destacou que as ações da PF aproximaram o escândalo do presidente, ao ligar o caso ao círculo próximo dele. A agência também observou que as informações reforçam a percepção de que a investigação sobre o Banco Master pode influenciar o pleito de 2026.
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