- Donald Trump pretende buscar uma “vitória” na América Latina, especialmente em Cuba e no Brasil, para compensar dificuldades no Irã.
- A nova Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos prioriza a região latino-americana em vez do Oriente Médio para os próximos anos.
- Em Cuba, há planos abertos de pressão econômica, com cortes de fornecimento de petróleo venezuelano, aumentando o risco de instabilidade e protestos; a distância para a Flórida é de 145 quilômetros.
- No Brasil, as ações são menos explícitas, mas incluem apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, pressão diplomática e medidas como classificação de organizações criminosas como terroristas, tarifas sobre exportações brasileiras e uso da Lei Magnitsky.
- Dois fatos políticos chamam a atenção: a divulgação tardia de uma foto de encontro entre Trump e Bolsonaro no fim de maio e a declaração dele, no G7, de que o Brasil se tornou politicamente difícil, citando condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF; o prazo até as eleições de outubro permite novas pressões.
O texto abaixo apresenta os fatos de forma objetiva, com foco em o que aconteceu, quem estava envolvido, quando, onde e por quê. As informações são apresentadas de modo claro e neutro.
O governo dos Estados Unidos tem como eixo de atuação a América Latina, segundo a Estratégia de Segurança Nacional divulgada em dezembro de 2025. A mudança desloca o foco da região do Oriente Médio para Cuba, Brasil e outras nações latino-americanas.
No caso, Cuba aparece entre os alvos com sinais explícitos de mudança de postura. Washington discute ações que afetam a economia cubana, incluindo impacto de cortes no fornecimento de petróleo venezuelano, o que pode influenciar serviços básicos no território caribenho.
Cuba e o contexto econômico
As medidas indicadas visam pressionar economicamente Cuba, com consequências como quedas de energia e impactos no sistema de saúde. O distanciamento entre Cuba e os EUA reflete uma tentativa de alterar o cenário político na ilha, que fica a cerca de 145 quilômetros da Flórida.
Brasil: movimentos políticos e legais
No Brasil, as atitudes dos EUA aparecem mais indiretas, sem escalada militar. Observa-se um viés pró-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) frente a Lula (PT). A relação envolve ações administrativas e legais que afetam relações econômicas e políticas entre os dois países.
Entre as medidas, há ações classificatórias contra organizações criminosas vistas por Washington como terroristas, além de tarifas sobre exportações brasileiras aos EUA. Também há uso de instrumentos legais para pressionar autoridades judiciais envolvidas em desdobramentos políticos.
Dinâmica eleitoral e declarações públicas
Um registro relevante é a divulgação de uma foto do encontro entre Trump e Flávio e Eduardo Bolsonaro na Casa Branca, ocorrido em 26 de maio. A imagem foi publicada pelo presidente seis dias após o encontro, em meio a uma rodada de anúncios de políticas.
Em outro momento, Trump comentou, durante o encontro do G7 em Évian, que o Brasil se tornou politicamente difícil. A fala coincidiu com decisões internas brasileiras envolvendo autoridades judiciais.
Contexto e perspectivas
Até as eleições de outubro, a administração permanece com uma agenda de pressão em pontos estratégicos, buscando ganhos políticos e econômicos na região. As ações refletem um conjunto de medidas que podem impactar o cenário regional sem uso de intervenção militar.
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