- A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, apontando o senador Jaques Wagner como interlocutor estratégico entre o Banco Master e o BRB.
- Wagner integrava as negociações de venda do Master ao BRB e mantinha contato frequente com empresários ligados à instituição.
- Mensagens analisadas pela PF indicam envio de informações privilegiadas sobre rating, estrutura das empresas e propostas legislativas, sugerindo relação direta com os negócios.
- A investigação identificou participação do gabinete de Wagner em discussões sobre a Emenda Master (PEC 65/2023), que ampliaria proteções do Fundo Garantidor de Créditos, coincidindo com repasses a empresas da família do senador.
- O Credcesta, cartão de crédito com desconto em folha para servidores da Bahia, aparece na apuração como possível instrumento para ampliar limites de contratação no estado, com pagamentos de aproximadamente R$ 3,5 milhões ao entorno familiar do senador e uso de jatos por empresários do banco.
A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18). O foco é o senador Jaques Wagner (PT-BA), apontado pela PF como interlocutor estratégico entre o Banco Master e o BRB, com suspeitas de vantagens indevidas e influência política.
Segundo a investigação, Wagner atuava como ponte entre empresários vinculados ao Master e autoridades, especialmente durante a negociação de venda da instituição ao BRB, banco estatal do Distrito Federal. O relato aponta atuação além de simples observação.
Entre as mensagens analisadas pela PF, há envio de informações privilegiadas ao senador, como dados de crédito, estrutura empresarial e detalhes de propostas legislativas. Uma mensagem cita que Wagner faz parte da história de um empresário, sugerindo relação estreita com os negócios.
Emenda Master e PEC 65/2023
A PF identificou participação do gabinete do senador em discussões da PEC 65/2023, associadas à Emenda Master, que visava ampliar limites de proteção do FGC. A mudança favorecería o modelo de negócio do Master e coincidiu com repasses para empresas da família de Wagner, segundo apurações.
Credcesta e atuação regional
O Credcesta, cartão de crédito com desconto em folha para servidores da Bahia, aparece na investigação como peça do complexo de negócios do grupo controlador do Master. A PF suspeita de uso da influência política para ampliar a adesão no estado, elevando potenciais lucros de empresas ligadas ao grupo.
Vantagens e deslocamentos
Há suspeitas de pagamentos de aproximadamente R$ 3,5 milhões para o entorno familiar do senador. Também há indícios de uso de jatinhos de empresários do banco para deslocamentos, com atrasos nos pagamentos atribuídos a operações bancárias frustradas pelo Banco Central.
A reportagem da Gazeta do Povo cita a necessidade de leitura detalhada para entender o conjunto de informações. Fonte: apuração da equipe de repórteres da Gazeta do Povo.
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