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Senador apontado pela PF como elo entre Master e BRB é investigado

PF aponta Jaques Wagner como elo político entre Master e BRB, com mensagens de informações privilegiadas e possíveis vantagens indevidas

Investigação apontou que líder de Lula mantinha contato frequente com empresário ligado a Vorcaro. (Foto: Pedro França/Agência Senado)
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  • A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, apontando o senador Jaques Wagner como interlocutor estratégico entre o Banco Master e o BRB.
  • Wagner integrava as negociações de venda do Master ao BRB e mantinha contato frequente com empresários ligados à instituição.
  • Mensagens analisadas pela PF indicam envio de informações privilegiadas sobre rating, estrutura das empresas e propostas legislativas, sugerindo relação direta com os negócios.
  • A investigação identificou participação do gabinete de Wagner em discussões sobre a Emenda Master (PEC 65/2023), que ampliaria proteções do Fundo Garantidor de Créditos, coincidindo com repasses a empresas da família do senador.
  • O Credcesta, cartão de crédito com desconto em folha para servidores da Bahia, aparece na apuração como possível instrumento para ampliar limites de contratação no estado, com pagamentos de aproximadamente R$ 3,5 milhões ao entorno familiar do senador e uso de jatos por empresários do banco.

A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18). O foco é o senador Jaques Wagner (PT-BA), apontado pela PF como interlocutor estratégico entre o Banco Master e o BRB, com suspeitas de vantagens indevidas e influência política.

Segundo a investigação, Wagner atuava como ponte entre empresários vinculados ao Master e autoridades, especialmente durante a negociação de venda da instituição ao BRB, banco estatal do Distrito Federal. O relato aponta atuação além de simples observação.

Entre as mensagens analisadas pela PF, há envio de informações privilegiadas ao senador, como dados de crédito, estrutura empresarial e detalhes de propostas legislativas. Uma mensagem cita que Wagner faz parte da história de um empresário, sugerindo relação estreita com os negócios.

Emenda Master e PEC 65/2023

A PF identificou participação do gabinete do senador em discussões da PEC 65/2023, associadas à Emenda Master, que visava ampliar limites de proteção do FGC. A mudança favorecería o modelo de negócio do Master e coincidiu com repasses para empresas da família de Wagner, segundo apurações.

Credcesta e atuação regional

O Credcesta, cartão de crédito com desconto em folha para servidores da Bahia, aparece na investigação como peça do complexo de negócios do grupo controlador do Master. A PF suspeita de uso da influência política para ampliar a adesão no estado, elevando potenciais lucros de empresas ligadas ao grupo.

Vantagens e deslocamentos

Há suspeitas de pagamentos de aproximadamente R$ 3,5 milhões para o entorno familiar do senador. Também há indícios de uso de jatinhos de empresários do banco para deslocamentos, com atrasos nos pagamentos atribuídos a operações bancárias frustradas pelo Banco Central.

A reportagem da Gazeta do Povo cita a necessidade de leitura detalhada para entender o conjunto de informações. Fonte: apuração da equipe de repórteres da Gazeta do Povo.

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