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Quem é Jaques Wagner e por que é alvo da Polícia Federal

PF deflagra nova fase da Compliance Zero envolvendo Jaques Wagner e indícios de vantagens ao Banco Master, com reflexos políticos no Planalto

Aliado histórico de Lula, Jaques Wagner está no centro das investigações da nova fase da Operação Compliance Zero (Foto: Paula Froes/ AI Jaques Wagner)
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  • A Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Compliance Zero, envolvendo o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, como beneficiário de vantagens indevidas ligadas ao Banco Master, incluindo um imóvel de luxo e voos privados.
  • As suspeitas apontam recebimento de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, uso de jatinhos particulares e ingressos para shows internacionais, além de indícios de repasses de R$ 3,5 milhões para empresas ligadas à família de Wagner.
  • O Banco Master seria beneficiado pela atuação de Wagner em temas estratégicos, como ampliar o crédito consignado e mudanças no Fundo Garantidor de Créditos, além de acompanhar o interesse do banco em ser adquirido pelo BRB.
  • Outros envolvidos citados são o enteado de Wagner, Eduardo Sodré Martins, secretário de Meio Ambiente na Bahia, com pagamentos de R$ 2,3 milhões, e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do dono do Banco Master, relacionados desde 2017 com o CredCesta.
  • Wagner nega irregularidades, afirma que o apartamento foi negociação particular para ajudar a filha e que o dinheiro em espécie seria de diárias de viagens oficiais; Lula expressou solidariedade ao aliado, enquanto a oposição vê conexão entre PT da Bahia e o Banco Master e prevê impactos na campanha de 2026.

A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero, envolvendo o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado. A PF aponta vantagens indevidas ligadas ao Banco Master, incluindo um imóvel de luxo e voos privados, provocando crise no Palácio do Planalto.

As investigações indicam que Wagner receberia benefícios ilegais, como um apartamento de 2,45 milhões em Salvador, uso de jatinhos privados e ingressos para shows internacionais. Também há indícios de repasses de cerca de 3,5 milhões a empresas ligadas à família do senador.

O estudo da PF aponta que o senador teria atuado em temas estratégicos para o Banco Master, como ampliação do crédito consignado e mudanças no Fundo Garantidor de Créditos. O acompanhamento também envolve a possível negociação de compra do Master pelo BRB.

Implicações para o governo

Além de Wagner, o enteado, Eduardo Sodré Martins, secretário de Meio Ambiente na Bahia, aparece entre os citados, com planilhas que apontam pagamentos de 2,3 milhões. O empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do dono do Banco Master, é outra figura central. A relação entre eles seria anterior a 2017, ligada à privatização de uma empresa estatal de alimentos na Bahia, que envolveu o produto CredCesta.

Reações e cenário político

Wagner nega irregularidades, afirmando que o apartamento foi negócio particular para ajudar a filha e que o dinheiro em espécie seria diárias de viagens oficiais. O presidente Lula enviou mensagem de solidariedade ao aliado. No Planalto, auxiliares expressam preocupação com desgaste político e avaliam se ele deve manter ou ceder a liderança para focalizar a defesa.

A oposição sustenta que as suspeitas já vinham sendo levantadas em comissões e associam o caso ao crescimento do Banco Master, apontando relação com nomes do PT na Bahia. Partidos de oposição enxergam o episódio como tema que pode impactar o cenário eleitoral de 2026.

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