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Procurador-geral do Reino Unido orienta funcionários a não usar X por desinformação

Procurador-geral do Reino Unido ordena ao departamento parar de usar o X, primeira pasta do governo a restringir a plataforma por desinformação

Richard Hermer is understood to be increasingly worried about how X is being used by bad actors to attempt to divide communities.
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  • O gabinete do procurador-geral do Reino Unido informou que o seu escritório não deve mais postar no X, tornando-se o primeiro departamento do governo a restringir o uso da plataforma.
  • A decisão visa combater a disseminação de desinformação e é tomada após distúrbios em Southampton e Belfast neste mês.
  • O último post do departamento foi feito na sexta-feira; oficiais devem evitar usar a plataforma, a não ser para enfrentar desinformação especificamente.
  • O governo tem defendido o uso de plataformas para alcançar o público, mas a ação de Hermer sinaliza preocupação crescente com o impacto das redes sociais na incitação à violência e ao racismo.

O gabinete do procurador-geral do Reino Unido ordenou que o seu escritório pare de postar no X, plataforma de Elon Musk. A decisão torna o órgão público britânico pioneiro em restringir o uso da rede após recentes distúrbios. A intenção é evitar incitação de violência e racismo, mantendo o objetivo de combater desinformação.

O pedido envolve que a equipe utilize o X apenas quando houver propósito explícito de enfrentar desinformação. Downing Street tem defendido a atuação das repartições nesses canais, apesar de críticas sobre o papel de plataformas que às vezes promovem conteúdos extremistas.

Os distúrbios ocorridos neste mês em Southampton e Belfast contribuíram para o movimento. O escritório de Hermer entende que o uso do X é mais explorado por atores mal-intencionados para dividir comunidades. Apenas o próprio departamento decidiu pela mudança.

Contexto dos incidentes e desdobramentos

Onze agentes de polícia ficaram feridos na violência associada a protestos em Southampton, ligados ao caso de Henry Nowak. Um vídeo e relatos sugerem que a multidão participou de confrontos durante o ato.

Em Belfast, seis dias depois, houve novos choques após convocação de protestos por ativistas de extrema direita. Um homem foi gravemente ferido em um tiroteio ligado a ataques a apoiadores de imigrantes, e um refugiado sudanês de 30 anos foi indiciado por tentativa de homicídio.

Um parlamentar da Irlanda do Norte descreveu os distúrbios como semelhantes a um pogrom, com casas de minorias visadas e profissionais de saúde impedidos de chegar ao trabalho. Em ambos os casos, a retórica de extremistas, às vezes associada a posturas de apoio a Musk, incentivou manifestações.

Medidas regulatórias e próximos passos

No início do ano, o líder do Labour, Keir Starmer, ameaçou bloquear o X no Reino Unido se não restringisse imagens sexualizadas produzidas por uma ferramenta de IA, levando a plataforma a agir. Após Belfast, o governo indicou que Ofcom seria responsável por ações, sem medidas imediatas.

O governo planeja alterar a Online Safety Act para exigir remoção mais rápida de conteúdos inflamados durante distúrbios, com efeito esperado apenas a partir de meados de julho. Enquanto isso, a responsabilização sobre o X fica com Ofcom.

O premiê informou que a repressão a conteúdos problemáticos pode ser reforçada, e ferramentas adicionais estão em análise. Hermer tem histórico de apoiar ações restritivas a plataformas, inclusive sobre a faixa etária de até 16 anos.

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