- O ex-presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, informou ao juiz que fez uma “gestão” para que a Plus Ultra fosse atendida pelo banco Santander, mas negou ter influenciado o resgate de 53 milhões de euros.
- A demanda partiu do empresário Julio Martínez Martínez, e a Polícia encontrou uma carta de 25 de maio de 2020 mencionando “seguindo instruções do presidente Zapatero” para acessar crédito junto ao Santander.
- Zapatero disse que apenas ligou para o vice-presidente do Santander, Juan Manuel Cendoya, para que atendessem a Plus Ultra, sem saber quem eram os proprietários ou cargos da empresa.
- O ex-presidente afirmou não conhecer os altos cargos da Plus Ultra em 2020 nem em 2021, e disse ter se encontrado pela primeira vez com os Martínez em 2024, em Madrid, sem saber da estrutura acionária.
- O magistrado questionou se houve orientação direta ao Santander ou a Cendoya para financiar a Plus Ultra; Zapatero reiterou que apenas fez a chamada para avaliar atendimento, sem qualquer participação adicional.
Zapatero reconheceu ter realizado uma gestão para que a companhia Plus Ultra fosse atendida pelo banco Santander, mas negou qualquer influência no resgate de 53 milhões de euros ao grupo aéreo. O ex-presidente afirmou que o que houve foi uma intervenção pontual, sem ligação com decisões oficiais.
Segundo o depoimento na Audiencia Nacional, a primeira menção de Plus Ultra apareceu quando um amigo pediu que a gestão fosse feita junto ao Santander. A carta mencionada no inquérito foi endereçada ao vice-presidente do Santander, pedindo apoio para um crédito ICO, antes do pedido de resgate.
Zapatero explicou que não houve instruções para favorecer a empresa nem conhecimento aprofundado sobre a propriedade e a gestão da Plus Ultra. Disse que apenas ligou para um executivo do Santander para que fossem atendidos, sem contatos com autoridades ou decisões ministeriais.
Detalhes do contexto e ligações
O ex-presidente afirmou desconhecer os cargos de altos executivos da Plus Ultra em 2020 e 2021, anos-chave do processo de resgate. A reunião com o empresário Julio Martínez Sola ocorreu apenas em 2024, em Madrid, sem conhecimento prévio sobre a estrutura acionária da empresa.
Ao ser questionado sobre possível orientação para financiar a Plus Ultra, Zapatero reiterou que sua atuação limitou-se a facilitar o atendimento do Santander, sem direcionar a entidade a conceder crédito ou recursos públicos. Ele também negou ter participado de conversas com autoridades sobre o tema naquele período.
Entre na conversa da comunidade