- PF investiga se o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, atuou para favorecer a Emenda Master, apresentada por Ciro Nogueira, que ampliaria crédito e a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito.
- A operação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, e o sigilo de Wagner foi quebrado; o empresário Augusto Lima também é alvo.
- A PF aponta sequência de contatos entre o gabinete de Wagner e o entorno de Vorcaro, incluindo envio de link da emenda e encontros presenciais.
- Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como “tio Guiga”, seria quem articulava a ligação entre o núcleo empresarial do banco e o entorno do senador; ele é pessoa de confiança de Wagner.
- Há suspeitas de vantagem indevida, como a possível transferência de imóvel de cerca de R$ 2,5 milhões ao senador e pagamentos de R$ 3,5 milhões pela BN Financeira, ligada a familiares de Wagner.
A Polícia Federal abriu investigação sobre Jaques Wagner, líder do governo no Senado, para verificar se houve atuação parlamentar em favor da chamada Emenda Master, ligada ao empresário do Master. A ação envolve a tentativa de beneficiar o extinto banco de Daniel Vorcaro. A decisão envolve o STF e autorizou a operação.
A PF apura se a Emenda Master, apresentada pelo senador Ciro Nogueira, aumentava o teto do FGC e ampliava crédito consignado. A investigação também busca entender se houve pagamento de propina de Vorcaro a Nogueira para apresentação da proposta.
Entre os alvos, está Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, apontado pela PF como interlocutor na operação. Lima chegou a enviar o texto da emenda e contatos entre gabinetes em datas-chave de agosto de 2024.
Envolvidos e contatos
Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como tio Guiga, é apontado como articulador entre o núcleo empresarial do banco e o entorno do senador. Ele é pessoa de confiança de Wagner e pai de Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado do parlamentar.
Eduardo Mendonça Sodré Martins atua como secretário de Meio Ambiente do governo da Bahia e também é alvo da operação em curso. A PF registra a atuação de pessoas ligadas ao senador em diferentes frentes do caso.
Movimentações financeiras sob suspeita
A PF investiga se Wagner recebeu vantagens indevidas, incluindo possível repasse de um imóvel de cerca de 2,5 milhões de reais de Lima ao senador. Também apura transferência de cerca de 3,5 milhões de reais pela BN Financeira, ligada a Bonnie Bonilha, esposa de Eduardo Martins e nora de Wagner.
Parte dos pagamentos pode ter passado por empresa ligada a familiares do senador, o que, segundo os investigadores, poderia ocultar a origem dos recursos. A apuração continua em andamento.
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