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Jaques Wagner nega relação com Vorcaro; dinheiro seria diárias do Senado

Senador Jaques Wagner nega ligação com Vorcaro e afirma que dinheiro apreendido era de diárias do Senado

Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da PF, por suspeita de atuar politicamente a favor do Banco Master. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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  • O senador Jaques Wagner (PT-BA) negou ter relação atual com o banqueiro Daniel Vorcaro, líder do antigo Banco Master, alvo de nova fase da Operação Compliance Zero.
  • A Polícia Federal afirma que Wagner teria recebido vantagens do Banco Master para atender interesses privados no Congresso, incluindo a chamada “Emenda Master” para ampliar limites do Fundo Garantidor de Créditos e mudanças em leis sobre empréstimos consignados.
  • Wagner disse à BandNews TV que a relação com Vorcaro é praticamente zero e que houve apenas um entendimento na venda do Credicesta.
  • A PF encontrou US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços de Wagner em Brasília e Salvador, alegando pagamentos de diárias do Senado e compras de moeda para viagens desde 2019; ele afirma ter comprado o dinheiro para viajar.
  • Sobre um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,4 milhões, Wagner negou ter recebido propina, dizendo ter negociação privada com o empresário para ajudar sua filha a comprar o imóvel.

Jaques Wagner, senador pelo PT da Bahia, negou ter relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que o dinheiro apreendido era de diárias do Senado. A declaração ocorreu após a Polícia Federal deflagrar a nona fase da Operação Compliance Zero.

A PF sustenta que Wagner teria recebido vantagens de Vorcaro para atender a interesses privados no Congresso, entre eles uma suposta Emenda Master para ampliar limites do FGC e mudanças em regras de empréstimos consignados. Wagner nega vínculo atual com Vorcaro.

O senador explicou que o contato ocorreu apenas na venda de uma rede estatal baiana de supermercados, associada a Vorcaro por meio de ex-sócios. Segundo a investigação, houve pagamentos em Brasília e em Salvador somando 55 mil dólares e 33 mil euros.

Sobre os valores apreendidos, Wagner alegou que se tratam de diárias de viagem e de aquisição de moeda estrangeira para deslocamentos internacionais desde 2019. Ele também negou ter recebido qualquer imóvel como propina.

Quanto ao eventual negócio imobiliário em Salvador, Wagner disse que a transação foi privada para beneficiar a filha, sem qualquer transferência de patrimônio ligada ao Master ou ao Credicesta. A investigação aponta a negociação, mas o senador sustenta finalidade familiar.

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