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Irã anuncia planos de cobrar tarifas marítimas no Estreito de Hormuz

Irã anuncia cobrança de taxas marítimas no estreito de Hormuz, com implementação em até sessenta dias, para custear a gestão da via e manter controle regional

Vessels at the strait of Hormuz, seen from Musandam, Oman, on Thursday.
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  • O Irã anunciou planos de cobrar taxas marítimas no estreito de Hormuz para cobrir custos de gestão da passagem, com vigência ao fim do período de 60 dias de negociações, e implementação em dois meses.
  • O acordo envolve a aplicação de um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos, com negociações técnicas em um resort na Suíça para definir como aplicar as cláusulas, incluindo o levantamento de sanções às exportações de petróleo.
  • A cerimônia formal de assinatura do memorando foi cancelada, o que impacta a presença de mediadores internacionais na ocasião.
  • O Irã afirmou que o estreito precisa ser gerido e que isso terá custo, contrastando com opiniões de aliados do Golfo que defendem manter o funcionamento anterior da passagem.
  • As negociações técnicas entre as partes continuam, buscando viabilizar o fluxo comercial pelo estreito de Hormuz e a implementação do acordo acordado.

Iran anunciou planos de introduzir um sistema de tarifas marítimas no estreito de Hormuz, com aplicação em dois meses. A medida depende de um período de negociação de 60 dias iniciado após a assinatura de um memorando de entendimento.

Segundo Teerã, as tarifas cobrirão os custos de gestão da via. O governo iraniano alegou ter alcançado uma vitória histórica sobre os EUA e afirmou que o estreito está sob controle iraniano.

O anúncio ocorreu em meio a intensificação de tensões com Israel e aliados regionais. O jornal israelense relatou declarações de Benjamin Netanyahu sobre a continuidade de uma zona de segurança no sul do Líbano, e sobre não permitir a obtenção de armas nucleares por parte do Irã.

Paralelamente, houve relatos de ataques com drones e artilharia contra posições israelenses na região de fronteira. O Hezbollah reivindicou ações recentes contra forças de Israel nas áreas de Kfar Tebnit e Ali al-Taher.

A cerimônia formal para a assinatura do memorando entre EUA e Irã foi cancelada. A projeção de mediação por parte do Paquistão ficou sem viagem programada ao encontro em a Suíça. O vice-presidente dos EUA indicou intenção de seguir com a viagem, embora sem confirmar desfechos.

As negociações técnicas entre as partes, a serem realizadas no resort Bürgenstock, na Suíça, vão tratar principalmente da implementação do acordo de 14 cláusulas, incluindo a possibilidade de aliviar sanções sobre as exportações de óleo do Irã e a fluidez do tráfego comercial pelo estreito.

Segundo o porta-voz do governo dos EUA, houve ordens para liberar portos iranianos, com vários navios já atravessando para o Irã. O objetivo é reduzir o nível de tensões e restabelecer fluxos comerciais, conforme o acordo em negociação.

O chanceler iraniano afirmou que o estreito precisa ser gerido, o que implicaria custos. Alguns aliados da região questionaram a viabilidade de novas regras, defendendo o retorno ao status anterior de navegação livre.

Especialistas citados destacaram que o acordo pode exigir compromissos significativos de várias partes, incluindo perdas potenciais para operadores marítimos até que novas estruturas entrem em vigor.

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