- Pauline Hanson afirmou ter “conversado” com o novo deputado David Farley após ele parecer divergir de políticas sobre imigração e bandeiras.
- Farley, eleito em Farrer, citou o atual fluxo imigratório de 306 mil como “provavelmente não” demais, posição contrária à do One Nation em relação à imigração.
- O partido defende um teto de imigração de 130 mil por ano; Hanson reforçou que a política é exibir apenas a bandeira australiana.
- Farley disse, por meio das redes sociais, que seu gabinete exibirá apenas a bandeira australiana, reservando outras bandeiras para eventos cerimoniais.
- Hanson afirmou que brigas internas podem “destruir” o partido e que não tolerará facções, privilegiando o alinhamento ideológico.
Pauline Hanson afirma que teve uma conversa necessária com o novo deputado de Farrer, David Farley, após ele parecer divergir de suas políticas sobre imigração e uso de bandeiras indígenas. Farley conquistou a cadeira de Farrer na eleição suplementar de maio, marcando a primeira vitória direta da One Nation na Câmara dos Deputados.
A One Nation defende um teto de migração de 130 mil pessoas por ano. Após a eleição, o Border Mail informou que Farley planejava exibir as três bandeiras na sua secretaria: Australian flag, Aboriginal flag e Torres Strait Islander flag. Hanson, porém, reiterou que a política do partido é exibir apenas a bandeira australiana.
Hanson relatou, durante um encontro em Brisbane, que precisou dialogar com Farley sobre alinhamento ideológico e verificação de antecedentes. Ela afirmou que o partido busca apenas pessoas que compartilhem da visão da legenda, enfatizando a necessidade de evitar desentendimentos internos.
Mudança de tema
Farley comunicou por meio do Facebook que sua secretaria manteria apenas a bandeira australiana, ressaltando que não haveria uma posição institucional que privilegiasse outras bandeiras. Em defesa, mencionou que a nação se une sob um único emblema, citando a participação de familiares na defesa do país.
Hanson também comentou sobre a gestão interna do partido, destacando que conflitos internos devem ser evitados para não fragilizar a legenda. Ela mencionou que fugiria de qualquer divisão que comprometa a atuação eleitoral da One Nation.
Paralelamente, surgiram dúvidas sobre a provável posição da legenda em relação a políticas de aborto, após declarações de um senador da legenda que sugeriu mudanças radicais. A líder afirmou que o ponto de vista sobre limites gestacionais ainda não estava definido de forma explícita pela resposta oficial do partido.
Durante o encontro, o anfitrião questionou a receptividade da One Nation a novos membros conservadores, aos quais Hanson respondeu de modo positivo, mantendo o tom de inclusão para voluntários alinhados com a visão cristã predominante no partido.
Entre na conversa da comunidade