- Trump promoveu, por semanas, a reforma da piscina refletora do Lincoln Memorial, gasto de 14,2 milhões de dólares para impermeabilizar a base e pintar o piso de azul.
- Duas empresas foram contratadas sem licitação, sob alegação de urgência: Atlantic Industrial Coatings (Virginia) para impermeabilização e recobrimento, e Greenwater Services (Ohio) para o sistema de purificação.
- Pouco tempo após a conclusão, a água ficou verde devido ao crescimento de algas; a situação ganhou destaque público com fotos de visitantes no local.
- Autoridades e a Casa Branca tentaram justificar as algas como resultado de tubulações inativas e tratamentos em curso, incluindo o uso de peróxido de hidrogênio para limpeza.
- O episódio susciteu críticas sobre a gestão de contratos e sobre o objetivo de embelezar a área até o 250º aniversário da independência, com dúvidas sobre a viabilidade da reforma.
Donald Trump enfrentou críticas após anunciar, semanas atrás, a reforma da piscina refletiva do Lincoln Memorial, em Washington DC. A obra visava melhorar o estanque aos pés do monumento, com previsão de realçar a imagem para o 4 de julho, data da celebração do aniversário de 250 anos dos EUA. O custo divulgado foi de 14,2 milhões de dólares.
A prefeitura de Washington informou que a reforma incluiu impermeabilização da base e pintura do piso em azul-escuro. Dois contratos foram firmados sem licitação, sob alegação de urgência, com empresas de Virginia e Ohio. O objetivo oficial era evitar vazamentos e melhorar a estética do espaço.
Horas após a conclusão da obra, o tanque começou a apresentar coloração verde, com algas crescendo na superfície. Turistas observaram a água tingida enquanto trabalhadores tentavam a limpeza com equipamentos de Parques Nacionais. O volume do reservatório é de aproximadamente 25,5 milhões de litros.
Especialistas indicam que o tom azul pode favorecer o aquecimento da água e o surgimento de algas. A Secretaria de Interior afirmou que as algas seriam residuais, associadas a tubulações inativas durante a reforma, mas a proliferação persistiu.
A Casa Branca não comentou o assunto de imediato. Funcionários passaram a trabalhar com equipamentos de limpeza, incluindo tubulações e tratamento com peróxido de hidrogênio para reduzir a presença de algas. O estágio atual da piscina gerou dúvidas sobre o alcance das melhorias.
Adjudicações e críticas
As contratações a dedo envolveram a Atlantic Industrial Coatings, responsável pela impermeabilização, e a Greenwater Services, encarregada do sistema de purificação. As obras terminaram em 4 de junho, segundo informações oficiais, mas a água já apresentava tonalidade verde dias depois.
O episódio alimenta críticas sobre a gestão de obras públicas associadas a Trump, que também teve disputas anteriores envolvendo mudanças de denominação de locais e projetos de infraestrutura na capital. Washington acompanha os desdobramentos com cautela.
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