- A Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, incluindo a residência de Jaques Wagner, no âmbito de investigação envolvendo o ex-sócio Augusto Lima e o grupo Master.
- Mensagens indicam proximidade entre o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e Augusto Lima, com o empresário dizendo que Wagner “faz parte da minha história” em relação à operação de compra do Master pelo BRB, que foi barrada pelo Banco Central.
- A PF aponta que Wagner seria “interlocutor relevante em temas sensíveis” ao Master, com indícios de atuação para defender interesses do extinto banco e possível repasse de um imóvel de cerca de R$ 2,5 milhões de Lima ao senador.
- A investigação também mira a chamada Emenda Master, de autoria do senador Ciro Nogueira, que poderia aumentar o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para beneficiar o Master.
- Além disso, a PF apura R$ 3,5 milhões recebidos pela BN Financeira, ligada à esposa de Eduardo Martins (enteado de Wagner), e apreendeu US$ 49 mil na casa do senador.
A Polícia Federal apura relação entre Jaques Wagner e Augusto Lima, ex-sócio do Master, em investigação sobre ações em defesa de interesses do extinto banco. Segundo a PF, o elo entre eles pode ter favorecido o que seria uma atuação privada no setor financeiro.
Lima e Wagner teriam uma relação antiga e próxima, marcada por confiança. Investigadores indicam que Wagner atuaria como interlocutor relevante em temas sensíveis ao Master, incluindo decisões que teriam impacto no negócio do banco.
A PF relata que, em março de 2025, Lima afirmou a Wagner que ele fazia parte da história dele, sinalizando uma operação de compra do Master pelo BRB que acabou barrada pelo Banco Central. A frase foi registrada nos autos como indicativa da influência de Wagner.
Avanço das buscas e desdobramentos
A investigação mirou ainda um possível repasse de imóvel de cerca de R$ 2,5 milhões de Lima a Wagner, apuração que envolve Salvador como local do imóvel. A PF também analisa se Wagner teria participado da chamada Emenda Master, que poderia favorecer o extinto banco ao ampliar o teto de cobertura do FGC.
A casa de Wagner em Brasília foi alvo de busca, com a apreensão de US$ 49 mil, equivalente a quase R$ 253 mil. Também foram identificados investigados como Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner, e Guilherme Henrique Sodré Martins, pai de Eduardo.
A PF investiga ainda repasses de R$ 3,5 milhões realizados pela BN Financeira, empresa ligada a Bonnie Bonilha, esposa de Eduardo e nora de Wagner. A linha investigativa aponta possível ocultação da origem de recursos.
Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelo Supremo Tribunal Federal nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal, além de medidas cautelares para afastar contatos entre investigados e suspender passaportes.
O Portal aguardava posicionamento da assessoria de Jaques Wagner sobre a operação. A defesa de Augusto Lima informou que as diligências são desnecessárias e que ele permanece à disposição das autoridades para esclarecer os fatos, mantendo atuação dentro dos limites legais.
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