- A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, investigando suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros ligados ao Banco Master.
- A inclusão do senador Jaques Wagner (PT-BA) na investigação foi autorizada pela ministra do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.
- A decisão aponta indícios de relação entre Wagner, o controlador do Master, Daniel Vorcaro, e Augusto Lima, ex-sócio e gestor da instituição.
- Entre as suspeitas estão vantagens econômicas indevidas, repasses financeiros, negociação de um apartamento de alto padrão em Salvador e possível atuação parlamentar em temas do banco.
- O documento, em trinta páginas, descreve mensagens, chamadas, viagens e outros elementos usados para fundamentar as buscas, que ainda não configuram conclusão sobre a responsabilidade dos investigados.
A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira, investigando um possível esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo o Banco Master. Entre os alvos está o senador Jaques Wagner (PT-BA). A autorização para inclusão no caso partiu do ministro do STF André Mendonça.
A decisão de Mendonça reproduz os elementos apresentados pela PF para justificar as medidas cautelares. Existem indícios de ligação entre Wagner, o controlador do Master, Daniel Vorcaro, e o empresário Augusto Lima, apontado como ex-sócio e gestor da instituição. As apurações mencionam vantagens econômicas indevidas e repasses financeiros.
Além disso, o material aponta negociação de um apartamento de alto padrão em Salvador e possível atuação parlamentar em temas de interesse do banco. Ao longo de 30 páginas, a PF descreve mensagens, ligações, viagens e outros indícios reunidos para fundamentar as buscas autorizadas pelo STF.
Elementos da investigação: o documento detalha como as informações ajudam a embasar o aprofundamento das apurações. As conclusões, no entanto, ainda estão em fase de investigação e não configuram decisão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de Jaques Wagner, que ainda não forneceu resposta nesta publicação. Em fevereiro, o senador havia negado irregularidades envolvendo o caso e declarou tranquilidade sobre as investigações.
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