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Caso Master chega ao líder do governo no Senado

PF suspeita que Jacques Wagner usou influência no Congresso para favorecer o Banco Master, recebendo vantagens indevidas como apartamento de luxo em Salvador

Augusto Lima, ex-dono do Banco Pleno e ex-gestor do Master, e o senador Jaques Wagner — Foto: Vanner Casaes/Agência Alba e Carlos Moura/Agência Senado
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  • A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, com foco no senador Jaques Wagner ( PT-BA ), que é suspeito de usar influência no Congresso para beneficiar o Banco Master.
  • Segundo a PF, Wagner teria recebido vantagens indevidas, entre elas a posse de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, além de repasses milionários a empresas de familiares.
  • Há conexão entre Wagner e o banqueiro Augusto Lima desde 2018, quando, sob o governo da Bahia, houve privatização de uma empresa pública de supermercados e criação de um cartão de crédito consignado para servidores estaduais, operação que depois foi incorporada pelo Master.
  • A operação envolve a publicação de áudio, documentos e fontes que ajudam a elucidar a relação entre as partes, conforme apurado pela PF.
  • O jornalista Reynaldo Turollo Jr. comenta os detalhes da investigação e o possível impacto da notícia para o governo Lula.

A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (18), com foco no senador Jacques Wagner (PT-BA). A investigação aponta suspeita de uso de influência política no Congresso para favorecer o Banco Master. Não há conclusão sobre culpa ou participação adicional no momento.

Segundo as apurações, Wagner é alvo de suspeitas de vantagens indevidas em troca de apoio a interesses do banco. Entre os possíveis benefícios, estaria a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, além de repasses financeiros a empresas ligadas a familiares do parlamentar.

A investigação também envolve o banqueiro Augusto Lima, apontado como articulador de relações estratégicamente benéficas ao Master. As informações indicam que a relação entre Wagner e Lima teve início em 2018, em meio a mudanças em empresas estaduais da Bahia.

A operação aponta um elo entre ações no Estado da Bahia, ainda segundo as apurações, e operações do Master que se expandiram para outros estados, com maior lucratividade para o banco. As informações são apuradas pela PF para verificar possível conluio com a atuação parlamentar.

A PF destaca que a cooperação entre autoridades e veículos de comunicação está contribuindo para o andamento do processo. Em reportagem vinculada pela imprensa, o jornalista Reynaldo Turollo Jr. acompanhou as diligências da PF e explicou o contexto da investigação.

O Assunto, apresentado pela jornalista Natuza Nery, comenta o episódio com base em fontes oficiais e entrevistas com especialistas. O material também evidencia o papel de entidades públicas na privatização de atividades estaduais que teriam impacto financeiro para o setor bancário.

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