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Alcolumbre defende Jaques Wagner após operação da PF

Alcolumbre defende Wagner diante da Polícia Federal; afirma presunção de inocência e respeito às garantias do Estado de Direito

Presidente do Senado afirmou que investigações ainda estão em curso e que se deve ter a presunção de inocência. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, saiu em defesa de Jaques Wagner após a deflagração da nona fase da Operação Compliance Zero.
  • A investigação aponta Wagner como interlocutor de interesses ligados ao Banco Master, com ligações à chamada Emenda Master, que buscava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.
  • O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça afirmou que Wagner aparece como “suposto beneficiário central” das vantagens investigadas.
  • Os agentes também apontam contatos frequentes entre Wagner, Augusto Lima e Daniel Vorcaro, sugerindo atuação em favor de interesses do grupo econômico.
  • Segundo a apuração, empresas do núcleo familiar do senador teriam recebido cerca de R$ 3,5 milhões em vantagens e um apartamento de luxo em Salvador, além de viagens em jatos e ingressos para show em Los Angeles.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, defendeu Jaques Wagner após a deflagração da nona fase da Operação Compliance Zero, ocorrida nesta quinta-feira, 18. Wagner é investigado por suposta atuação a favor de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master, que faliu. A apuração mira a tramitação da Emenda Master, proposta por Ciro Nogueira, para ampliar a cobertura do FGC.

A PF aponta que Wagner teria atuado como interlocutor de interesses do Banco Master no Senado. Há registro de contatos frequentes com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, segundo documentos da investigação. Entre os temas discutidos estariam a venda do Master ao BRB e mudanças em regras de crédito consignado.

Na decisão que autorizou a operação, o STF destacou que Wagner seria o suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas. Os investigadores indicam atuação política relacionada aos interesses do grupo ligado a Vorcaro e a Augusto Lima, com Wagner como interlocutor relevante.

Segundo a investigação, empresas do núcleo familiar do senador teriam recebido cerca de 3,5 milhões de reais em vantagens indevidas. Também haveria um apartamento de luxo em Salvador avaliado em 2,45 milhões, além de viagens em jatinhos, e ingressos para uma apresentação em Los Angeles.

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