- Motta teve benefícios de um relacionamento com o empresário Daniel Vorcaro divulgados, incluindo uma viagem a Portugal paga pelo banqueiro e medidas para manter sigilosa a presença de políticos em uma reunião.
- Em janeiro, o senador Renan Calheiros afirmou ter informações de pressões feitas por Motta e pelo atual presidente da Câmara, Arthur Lira, junto ao Tribunal de Contas da União para reverter a liquidação do Banco Master; Motta não comentou.
- Em fevereiro, Motta saiu em defesa do ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no STF, que decretou sigilo total no processo. O STF fechou acordo para redistribuir o processo e Motta disse ter havido exagero da imprensa em relação ao tema.
- Em março, Vorcaro foi preso pela segunda vez; Motta disse confiar nas investigações da Polícia Federal e do STF, defendendo apuração isenta.
- Em junho, Motta confirmou a viagem a Portugal às custas de Vorcaro, anunciando que foi convidado por Ciro Nogueira para participar do evento Gilmarpalooza.
Foram divulgados benefícios envolvendo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), oriundos de um relacionamento com o empresário Daniel Vorcaro. Investigações apontam viagem a Portugal custeada pelo ex-banqueiro e ações para manter sigilosa a presença de políticos em uma reunião. Motta nega crimes e afirma apoiar investigações imparciais.
Motta não é alvo de investigação no caso Master, mas atua indiretamente no tema há meses. Um adversário no Congresso, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), acusa participação de Motta e de seu padrinho político, Arthur Lira (PP-AL), na tentativa de influenciar o Tribunal de Contas da União para reverter a liquidação do banco Master.
Contexto do caso Master
Em janeiro de 2026, Calheiros afirmou que Motta e Lira teriam pressionado o TCU para reverter a liquidação do Master, decretada pelo BC, na esteira da Operação Compliance Zero. Motta não comentou as acusações.
Defesa de Toffoli e desdobramentos
Em fevereiro de 2026, Motta elogiou decisões do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, e criticou, de modo indireto, críticas da imprensa. Toffoli autorizou sigilo total e acatou medidas que viraram objeto de vazamentos envolvendo a família do relator e um resort no Paraná ligado a Vorcaro.
Progresso de investigações e delação
Em março de 2026, Vorcaro foi preso pela segunda vez. Motta disse confiar nas apurações da PF e do STF, e ressaltou a necessidade de imparcialidade na condução do caso, destacando que a apuração está sob responsabilidade dessas instituições.
Emendas e vínculos envolvendo o Master
Em maio de 2026, Calheiros voltou a alegar que Motta incluiu um “jabuti” em projeto de lei para permitir aportes de fundos de previdência no Master. A emenda tratava de créditos de carbono, relacionadas a empresas ligadas a Vorcaro. A lei sancionada em 2024 já previa esse direcionamento, segundo o relato.
Junho de 2026: viagem a Portugal confirmada
Em junho de 2026, Motta admitiu ter viajado a Portugal às custas de Vorcaro, a convite de Ciro Nogueira para participação em evento conhecido como Gilmarpalooza. O Ministério Público e o STF continuam cuidando das investigações, sem que haja conclusão anunciada.
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