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Morte de artista dissidente russo na Polônia é assassinato político

Primeiro-ministro polonês afirma que assassinato de artista dissidente russo em Biała Podlaska pode configurar crime político; se a Rússia houver por trás, seria terrorismo de estado

The Russian dissident artist Robert ⁠Kuzovkov (who went by the pseudonym Semyon Skrepetsky) holds one of his satirical paintings outside the Russian embassy in Berlin on 12 June SOPA Images Limited/Alamy Live News
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  • O artista dissidente russo Robert Kuzovkov, que usava o pseudônimo Semyon Skrepetsky, foi morto a tiros em plena luz do dia no dia 15 de junho, em Biała Podlaska, leste da Polônia.
  • O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou que “tudo indica” ser um assassinato político, e que, se comprovado envolvimento russo, seria um ato de terrorismo de Estado.
  • Kuzovkov, de 44 anos e pai de cinco filhos, morava na cidade desde 2021 e era conhecido por caricaturas que satirizavam figuras históricas e líderes atuais, incluindo Putin, Stalin e Lukashenko.
  • Dois homens bielorrussos detidos após o crime foram liberados; a cidade fica a cerca de trinta quilômetros da fronteira com a Bielorrússia.
  • Agências russas reportaram o caso, destacando que Kuzovkov era listado em sites que monitoram opositores, sem mencionar suas caricaturas, enquanto outras informações destacaram suas críticas ao Kremlin.

The premiê polonês Donald Tusk afirmou, em Varsóvia, que o assassinato de Robert Kuzovkov, ocorrido no dia 15 de junho na leste da Polônia, parece ter motivações políticas. Ele disse que tudo indica tratar-se de um homicídio político, com possível vínculo com Rússia, caso comprovado.

Kuzovkov, artista dissidente russo que atuava sob o pseudônimo Semyon Skrepetsky, tinha 44 anos e era pai de cinco filhos. Ele foi atingido por três tiros em plena luz do dia, enquanto caminhava em uma calçada de Biała Podlaska, cidade onde morava desde 2021.

O artista era conhecido por caricaturas que satirizavam figuras históricas e líderes contemporâneos, incluindo Stalin, Putin, Kadyrov, Lukashenko, Navalny, Zelensky e outros. Em redes sociais, Kuzovkov divulgava obras com críticas ao regime russo e, em 15 de junho, registrou ameaças recebidas.

Detalhes e desdobramentos

Autoridades polonesas informaram que dois homens bielorrussos detidos após o crime foram liberados. Biała Podlaska fica a cerca de 30 km da fronteira com a Bielorrússia. A polícia investiga se houve envolvimento de redes de militância ou apoio externo ao ataque.

A imprensa pública russa divulgou notícias sobre o assassinato, com ênfase em listas de Kuzovkov em bases de dados que monitoram opositores. Agências internacionais destacaram que o artista criticava o Kremlin e defendia povos indígenas sob domínio russo.

Kuzovkov também mantinha presença ativa em plataformas de mensagens, incluindo um canal de Telegram, onde divulgava imagens e publicações críticas ao regime. Seus últimos conteúdos antes da morte incluíram mensagens de ameaça recebidas online.

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