- O ministro dos Transportes, George Santoro, disse que o fim da escala 6×1 é viável e que o setor pode se adaptar com regras específicas para cada categoria.
- A proposta que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em análise no Senado, passando pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
- A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) estima custo de até R$ 28 bilhões para as empresas e alerta para impactos na inflação, nos fretes e na logística.
- Santoro ressaltou que as mudanças poderão ser implementadas gradualmente, com transição prevista de catorze meses, e que custos deverão ser absorvidos ao longo do tempo.
- Caso o Senado aprove o texto sem alterações, ele seguirá para promulgação; alterações obrigariam retorno à Câmara, ampliando o prazo de tramitação.
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o setor poderá se adaptar ao eventual fim da escala de trabalho 6×1 e minimizou impactos apontados por empresários. A proposta, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, já passou pela Câmara e está em análise no Senado.
Santoro disse que mudanças poderão ser ajustadas gradualmente, com regras específicas para cada categoria. Ele citou caminhoneiros com legislação própria e ressaltou a necessidade de conciliar normas já existentes com a nova regra geral.
No discurso do ministro, áreas de embarque, carregamento e operações logísticas podem sentir os efeitos da mudança de forma mais direta. Ele defendeu o período de transição de 14 meses previsto na proposta para permitir absorção gradual dos custos.
A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mantém posição contrária e estima custo de até 28 bilhões de reais para as empresas. A CNT também aponta pressão inflacionária, impactos nos fretes e na logística, com possível repasse de custos aos consumidores.
Segundo a CNT, há risco de atrasos nas entregas, perda de eficiência e elevação do valor dos fretes, especialmente em operações com produtos perecíveis e cargas vivas. A entidade também aponta necessidade de novas contratações diante de escassa mão de obra.
A Câmara aprovou a PEC no fim de maio, em dois turnos, e o Senado ainda não definiu data para votação. A tramitação deve ocorrer inicialmente nas comissões temáticas, a partir da CCJ, com escolha de um relator. ©
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