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Governo Lula encerra série de programas para atrair MEIs

Governo Lula lança ofensiva para atrair microempreendedores, ampliando cadastro de microempreendedores individuais de oito mil para até três milhões com Banco do Brasil, Caixa e FNDE

O presidente Lula
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  • Governo Lula prepara medidas para atrair micro e pequenos empreendedores, com anúncios até o fim de julho, visando aumentar apoio entre quem ganha até R$ 5 mil.
  • Um dos pilares é integrar o Contrata+Brasil a grandes tomadores públicos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e FNDE, ampliando o cadastro de MEIs que prestam serviços ao Estado.
  • A meta é elevar o número de MEIs aptos a contratar com o governo de 8 mil para 3 milhões, multiplicando oportunidades para pequenos negócios.
  • A segunda frente envolve ampliar o teto de faturamento dos pequenos empreendedores e sua capacidade de contratação.
  • Há ainda a ideia de um programa de formação para jovens que queiram empreender antes de ingressar na universidade, chamado de “Pé de meia”, ainda em estágio inicial de discussão.

O governo Lula prepara uma ofensiva para atrair a atenção de micro e pequenos empreendedores do país, com foco no auxílio à recuperação de avaliação pública entre autônomos que faturam acima de R$ 5 mil. A estratégia envolve uma série de medidas com forte impacto previsto para ser anunciada até o fim de julho.

As propostas estão sendo desenhadas pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, em parceria com o Planalto. Pesquisas indicam otimismo entre eleitores de baixa renda, o que motivou a criação de um enredo voltado a um governo com práticas consideradas progressistas para o segmento.

Medidas em fase avançada

Uma das ações em discussão permite ampliar o cadastro de microempreendedores no Contrata+Brasil, conectando órgãos públicos a pequenas prestadoras de serviços. A ideia é incluir grandes clientes estatais como Banco do Brasil, Caixa e FNDE na plataforma, facilitando contratações de serviços de pequenos negócios.

Segundo o ministro Paulo Pereira, a plataforma deve ganhar velocidade nos próximos dias e ampliar o alcance de cadastros. Hoje, o país possui cerca de 13 milhões de MEIs, com apenas 8 mil cadastrados na atual vitrine de contratações do governo. O potencial é visto como expressivo.

Ampliação de teto e novas formas de apoio

Outra linha de ação em debate mira a elevação do teto de faturamento para MEIs, ampliando, assim, a capacidade de contratação com o governo. A medida visa ampliar o leque de atividades elegíveis e facilitar o acesso a contratos públicos.

Há ainda uma terceira perna em estudo, com a ideia de criar um tipo de suporte financeiro inicial para jovens que desejam empreender antes de ingressar na universidade. O objetivo seria oferecer formação e uma bolsa de apoio para quem iniciar um negócio.

Contexto e próximos passos

A estratégia surge após pesquisas que associam maior aprovação entre eleitores de renda menor a ações consideradas progressistas para o setor. A administração federal, no entanto, mantém o foco em informações oficiais e em planejamento interno, sem divulgar detalhes finais de implementação.

O governo afirma que as medidas devem ser anunciadas até julho, com etapas de implementação gradual. A cobertura de ações também dependerá de disponibilidade de recursos e de ajustes regulatórios que possam surgir durante o processo.

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