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Fundo eleitoral do PL de Flávio Bolsonaro triplica em quatro anos

PL recebe R$ 881,6 milhões do Fundo Eleitoral em 2026, triplicando desde 2022, com seis siglas concentrando 65% do total.

Distribuição do Fundo Eleitoral para 2026 — Foto: Alberto Correa - Arte/g1
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  • O Fundo Eleitoral para 2026 destina ao PL 881,6 milhões de reais, triplicando o valor de 2022 e correspondendo a cerca de 17,7% do total de 4,96 bilhões.
  • O PT fica em segundo lugar, com 615,3 milhões de reais (12,4% do total), montante 23% maior que em 2022.
  • União Brasil recebe 526,2 milhões; PSD, 421 milhões; PP, 417 milhões; MDB, 400 milhões.
  • Juntos, os seis maiores partidos concentram 65% de todo o Fundo Eleitoral; 35% ficam para 24 siglas.
  • A distribuição segue regras definidas pela legislação: 2% para todas as legendas, 35% pela votação na Câmara, 48% pelo número de deputados eleitos e 15% pela representação no Senado.

O Fundo Eleitoral para as eleições de 2026, conhecido como FEFC, terá o PL como principal receptor, com 881,6 milhões de reais. O montante representa 17,7% do total de 4,96 bilhões de reais destinado ao fundo.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o valor total não mudou em relação a pleitos anteriores, porém a distribuição entre os partidos varia conforme o desempenho institucional e as regras atuais.

A liderança do PL deve-se, em parte, ao peso da sigla no Congresso. Em 2022, o grupo liderado por Flávio Bolsonaro recebeu 268,1 milhões de reais. Em 2026, o total para o PL subiu para 881,6 milhões.

O segundo colocado é o PT, com 615,3 milhões de reais, o equivalente a 12,4% do total. O valor representa alta de 23% em relação a 2022, quando o partido recebeu 499,6 milhões.

Entre os maiores beneficiários, aparecem União Brasil, com 526,2 milhões; PSD, com 421 milhões; PP, com 417 milhões; e MDB, com 400 milhões. Juntas, essas seis siglas concentram 65% do FEFC.

Parte dos recursos disponíveis segue critérios oficiais: 2% distribuídos igualmente; 35% conforme a votação para a Câmara; 48% pelo número de deputados eleitos; 15% pela representação no Senado. A maior fatia vai para quem obtém mais votos e mais representantes.

Para 12 partidos sem cadeiras na Câmara ou no Senado, resta apenas a fatia de 2% de forma igualitária. Entre eles, houve redução de participação em 2026.

Mudanças recentes no mapa partidário também impactaram a distribuição. Quatro siglas deixaram de existir por fusões ou incorporações, e outras duas mudaram de nome. O cenário atual reflete reconfigurações internas do eleitorado.

A seguir, a distribuição completa do Fundo Eleitoral para 2026, com valores atualizados para cada legenda, conforme o TSE.

Distribuição do FEFC para 2026 (valores em milhões de reais):

  • PL: 881,6
  • PT: 615,3
  • União Brasil: 526,2
  • PSD: 421
  • PP: 417
  • MDB: 400

Outras siglas recebem quantias menores, seguindo as regras do FEFC. As mudanças estruturais, como fusões, permanecem como fatores relevantes na formação do cenário de financiamento.

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