- Keiko Fujimori mantém vantagem de cerca de 36 mil votos sobre Roberto Sánchez com 99,1% das urnas apuradas, projetando-se como próxima presidente.
- A Justiça electoral revisa 0,84% dos votos, com impugnações concentradas principalmente em Lima e Callao, redutos de Fujimori.
- O resultado final depende dessas atulações, com prazo até mediado de julho para a resolução.
- No exterior, Fujimori ganhou amplamente (76,4%), enquanto dentro do país Sánchez venceu por 50,1% a 49,8%.
- Partidos e apoiadores de Sánchez promovem mobilizações e questionam a transparência do processo; analistas veem a vitória de Fujimori cada vez mais provável.
Depois de dez dias desde a segunda votação, Keiko Fujimori aparece com vantagem na contagem final. O escrutínio já alcançou 99,1%, restando apenas 0,84% de actas sob revisão pela justiça eleitoral. A projeção indica vitória da candidata de direita, com folga de cerca de 36.889 votos frente ao adversário.
A maior parte das actas impugnadas vem de Lima e Callao, principais bastiões de Fujimori. Analistas citados observam que é improvável que Roberto Sánchez reverta a diferença com esse volume ainda em pauta. Em análise, Peru se mantém dividido entre propostas de extremos.
O país observa um cenário de polarização, refletindo disputas políticas que marcaram toda a eleição. Sánchez foi associado a uma esquerda que ganhou apoio rural no sul, onde houve maior percepção de mudanças sociais. Fujimori, por sua vez, aponta para segurança e continuidade institucional.
Resultados por voto exterior
O voto no exterior já estava escrutinado e favoreceu Fujimori, especialmente nos EUA, onde há a maior comunidade peruana. Já dentro do território, o escrutínio mostrou leve vantagem para Sánchez, com 50,1% das boletas contra 49,8%.
Diversos aliados de Sánchez questionam, sem sustentar acusações de fraude, pontos do processo. A defesa aponta atraso no recebimento de actas, sobretudo no exterior, e reforça pedidos de transparência durante o recálculo. O entorno de Fujimori mantém o ritmo de comunicação com o eleitorado.
Ao longo da contensão, políticos e analistas ressaltam que o resultado ainda depende da decisão final da justiça eleitoral. Em caso de vitória de Fujimori, o país espera desfechos sobre governabilidade e composição do Executivo, com impactos potenciais no Congresso. Como fica o cenário político, só o desfecho oficial dirá.
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