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Câmara aprova anistia a multas por bloqueios de estrada e reforça piso do frete

Anistia a multas por bloqueios de 2022 é aprovada; piso mínimo de frete fica em R$5 mil e registro de operações passa a ser obrigatório

Bloqueio em rodovia de SC em outubro de 2022 — Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação
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  • A Câmara aprovou medida provisória que anistia multas aplicadas a caminhoneiros por bloqueios de estradas em 2022, durante as manifestações contra o resultado eleitoral.
  • A aprovação incluiu um “jabuti” e seguirá para análise do Senado; se aprovada, segue para sanção presidencial de Lula.
  • O texto mantém o piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros que atuam em longas distâncias e restringe viagens fora da matriz por mais de vinte e quatro horas.
  • Também torna obrigatório o registro de toda operação de transporte com um código único (Ciot), contendo dados do contratante, transportador, frete e condições de pagamento.
  • O projeto reforça a Política Nacional de Pisos Mínimos, com sanções para quem contratar frete abaixo do mínimo e inclui intermediadores e plataformas digitais no alcance das regras.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira uma medida provisória que prevê a anistia de multas aplicadas a caminhoneiros por bloqueios de estradas ocorridos em 2022, durante as manifestações ligadas ao contexto político daquela época. O texto, que passou por alterações na comissão mista, seguirá para o Senado.

O relator, deputado Zé Trovão (PL-SC), inseriu o tema por meio de um jabuti. A anistia abrange multas impostas a caminhoneiros, pessoas físicas e jurídicas, decorrentes de paralisações ocorridas em todo o país em 2022. A proposta também aponta inadequações na aplicação de multas a motoristas que não integraram o movimento.

A nova versão da medida inclui ainda regras sobre o piso do frete e ampliação de controles no setor de transporte. O projeto foi aprovado na comissão mista e, se confirmada pelos senadores, seguirá para sanção presidencial.

Piso salarial e controles do frete

O relatório estabelece piso salarial nacional de 5 mil reais para caminhoneiros que atuem em longas distâncias, quando o motorista fica fora de sua base por mais de 24 horas. O objetivo é reduzir disparidades e melhorar renda no setor.

O texto reforça a política de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas e determina que o frete reflita custos operacionais reais. O descumprimento poderá gerar sanções para contratantes e intermediadores.

Registro e transparência das operações

Fica obrigatório registrar cada operação de transporte com um código único, o Ciot. O registro deve conter dados do contratante, do transportador, o valor do frete e as condições de pagamento.

A medida busca ampliar a rastreabilidade de contratos e transações no setor de transporte. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ficará responsável por atualizar os pisos periodicamente, conforme variações relevantes no preço do combustível.

Sanções e conformidade

As penalidades para quem contratar frete abaixo do piso vão desde multas expressivas, de até 1 milhão de reais, até suspensão ou cancelamento do registro do transportador em casos de reincidência. As regras também se aplicam a intermediadores e plataformas digitais que atuem fora do piso estabelecido.

O texto aprovado não incluiu a suspensão de processos judiciais, item que havia sido sugerido pelo relator durante a discussão. A proposta segue para o Senado e, se aprovada, depende de sanção presidencial.

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