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Alckmin autoriza uso das Forças Armadas nas eleições suplementares de RR

Alckmin autoriza uso das Forças Armadas para apoio logístico nas eleições suplementares de Roraima, conforme orientações do Tribunal Superior Eleitoral

O vice-presidente Geraldo Alckmin é o presidente em exercício durante viagem de Lula ao exterior
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  • O vice-presidente Geraldo Alckmin autorizou o emprego das Forças Armadas para apoio logístico nas eleições suplementares de Roraima, marcadas para 21 de junho de 2026; decreto foi publicado no Diário Oficial.
  • O uso das Forças Armadas deverá ocorrer conforme orientações do Tribunal Superior Eleitoral, com apoio a transporte de urnas, pessoal e garantia da integridade do pleito em áreas remotas.
  • A eleição de Roraima ocorre após cassação do governador Antonio Denarium e do vice Edilson Damião, por abuso de poder econômico, com mandato-tampão previsto para 21 de junho.
  • Havia impasse entre a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal sobre prazos de desincompatibilização; o ministro Flávio Dino derrubou a decisão do TRE e estabeleceu critérios de desincompatibilização.
  • O PL teve recurso negado por Fachin; o TSE formou maioria para manter o prazo, mas o julgamento foi suspenso por vista, mantendo até o momento a liminar do STF.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) autorizou o emprego das Forças Armadas para apoio logístico às eleições suplementares de Roraima, marcadas para o próximo domingo. O decreto foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União, com Alckmin assinalando que está como presidente em exercício, já que Lula está na França para a reunião do G7.

Fica autorizado o uso das Forças Armadas para prestar apoio logístico nas eleições suplementares às eleições de 2022, em 21 de junho de 2026, no Estado de Roraima. O decreto nº 13.028 descreve que o recurso deverá seguir as orientações do TSE, incluindo transporte de urnas e de pessoal e garantia da integridade do pleito em áreas remotas.

Contexto das eleições em Roraima

Roraima irá realizar mandato-tampão em 21 de junho. Em abril, o governador Antonio Denarium (PP) e o vice Edilson Damião (União) tiveram o mandato cassado por abuso de poder econômico. A definição de elegibilidade enfrentou impasse entre Justiça Eleitoral e STF sobre desincompatibilização. O TRE-RR tinha fixado prazos diferentes, e o STF, em 27 de maio, derrubou a decisão, abrindo espaço para revisões.

Em defesa de critérios, o ministro Flávio Dino (STF) afirmou que prazos válidos são de seis, quatro ou três meses antes da eleição, cabendo ao TRE escolher. A decisão impactou candidaturas, incluindo Antonia Pedrosa (PT) e Arthur Henrique (PL), que deixaram cargos públicos em 15 de maio e 2 de abril, respectivamente, tornando inviável sua candidatura.

O PL recorreu ao STF, mas Fachin negou o recurso, mantendo a possibilidade apenas para Ministério Público ou pessoa jurídica de direito público. Na última sexta, o TSE formou maioria pela manutenção do prazo do TRE, mas a votação foi suspensa por vista de Estela Aranha. Enquanto isso, continua em vigor a liminar do STF.

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