- O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que ainda há questões a definir com o acordo com o Irã, que gerou ceticismo entre republicanos.
- O memorando de entendimento anunciado no fim de semana prevê reabrir o estreito de Hormuz, encerrar a bloqueio naval e oferecer incentivos financeiros ao Irã se cumprir metas.
- Muitos senadores republicanos dizem ter dúvidas e pedem Briefings detalhados antes da finalização; o líder da maioria no Senado, Thune, não havia sido informado.
- O texto não foi divulgado; há debates sobre as condições e o montante de 300 bilhões de dólares para reconstrução e como seriam liberados os fundos.
- O acordo envolve possível liberações de fundos congelados e alívio de sanções, condicionados ao cumprimento das obrigações pelo Irã; Vance disse que o texto será divulgado ainda nesta semana.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que ainda há questões a serem resolvidas com o acordo com o Irã, enquanto senadores republicanos manifestam ceticismo e demandam mais informações. O memorando de entendimento assinado neste fim de semana ao fim da guerra no Irã prevê negociações técnicas para ajustar detalhes.
Segundo Vance, o documento é genérico e os pontos específicos devem ser discutidos em fases de negociação técnica. Ele disse que o MOU tem cerca de uma página e que ainda será necessário esclarecer vários aspectos durante as negociações.
Diversos senadores republicanos retornaram a Washington com dúvidas sobre o conteúdo e pediram briefings mais detalhados antes de qualquer decisão final. O líder da maioria no Senado declarou não ter sido informado sobre o texto até o momento.
Entre as preocupações destacadas, está a forma de cumprimento e a forma de aplicação das responsabilidades assumidas pelo Irã. Alguns parlamentares questionam se o acordo pode depender de verificações rigorosas e de mecanismos de cumprimento eficazes.
A reportagem aponta que o texto também envolve a possibilidade de liberar fundos congelados do Irã, aliviar sanções e disponibilizar um fundo de até 300 bilhões de dólares para reconstrução, caso Teerã cumpra marcos estabelecidos. O documento, contudo, não foi divulgado.
O senador Thom Tillis afirmou que precisa entender as condições associadas aos incentivos financeiros. Ele disse que o acordo pode ser considerado positivo se os incentivos forem condicionados à redução nuclear do Irã e à eliminação de urânio enriquecido.
Vance indicou em entrevistas que o fundo de reconstrução seria financiado por estados do Golfo, mas ressaltou que o texto não seria pago ao Irã sem o cumprimento das obrigações. O texto completo deve ser divulgado pela Casa Branca nesta semana, segundo o vice-presidente.
Lindsey Graham, aliado de Trump e conhecido crítico da política iraniana, pediu ver o memorando que foi acordado entre os países e afirmou que o Congresso precisará revisar a decisão. Ele disse que é necessário entender o conteúdo real do acordo.
Em resposta, Vance disse que não deve haver propaganda e que é preciso confiar no que estiver registrado no acordo. Ele ressaltou que a transparência virá com a divulgação do texto acordado, sem pagamento antecipado.
O acordo foi apresentado como uma saída para a contenção da atividade nuclear iraniana, após a retirada dos EUA do acordo nuclear anterior durante o governo de Donald Trump. A promessa de alívio financeiro e de desbloqueio de recursos gerou divergência entre republicanos.
Fontes da imprensa indicam que o texto pode incluir mecanismos de supervisão e etapas de desmantelamento ou redução do programa nuclear iraniano, condicionados ao cumprimento de condições verificáveis. O objetivo é evitar avanços não autorizados no programa.
Autoridades governamentais afirmam que a divulgação do texto completo deve esclarecer como serão as verificações, quem liderará as verigações e como será feito o monitoramento a longo prazo. Não houve confirmação de novas datas para a cerimônia de assinatura.
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