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Políticas de saúde baseadas em equívocos podem custar dinheiro público

Especialistas alertam que políticas de saúde do One Nation baseiam-se em equívocos, elevando custos para contribuintes e prejudicando o acesso à assistência médica

One Nation leader Pauline Hanson has long been an objector to the Covid vaccine, wants photo ID on Medicare cards and vows to withdraw Australia from the World Health Organization.
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  • One Nation propõe retirar a Austrália da Organização Mundial da Saúde (OMS) e abolir a Therapeutic Goods Administration (TGA), com as funções regulatórias concentradas no Ministério da Saúde, além de acrescentar identificação com foto aos cartões do Medicare.
  • O diretor do programa de saúde do Grattan Institute, Peter Breadon, disse que algumas propostas parecem erros, já que a TGA já faz parte do departamento de saúde e a ideia de mirar uma agência majoritariamente financiada por taxas não faz sentido.
  • A sigla que a legenda cita — até 3 bilhões de dólares anuais em fraudes e uso indevido do Medicare —, segundo Breadon, refere-se a não conformidade de prestadores, não a fraudes do público; acrescentou que exigir foto em ID geraria custos adicionais.
  • Pauline Hanson já tentou, em 2019, acrescentar foto ID ao Medicare; o projeto recebeu impulso, mas caducou em 2022. Aूनademais, One Nation defende uma comissão royal sobre a gestão da pandemia de Covid-19, é contrária a mandatos de vacinas e quer revisar 3 bilhões de dólares em medicamentos do Pharmaceutical Benefits Scheme na pandemia.
  • O partido também propõe sair da United Nations (ONU), da OMS e do Acordo de Paris, afirmando que haveria economia de até 1 bilhão de dólares por ano; a Associação Médica Australiana (Australian Medical Association) criticou a medida, destacando a importância da OMS para dados globais de saúde.

O One Nation propõe políticas de saúde que especialistas contestam, afirmando que são baseadas em equívocos e podem aumentar os custos para os contribuintes, além de reduzir o acesso de vulneráveis a cuidados. A avaliação veio de médicos e pesquisadores.

Entre as propostas está a saída da Austrália da Organização Mundial da Saúde e a dissolução da Therapeutic Goods Administration, com a agregação de suas funções ao Ministério da Saúde. Também está prevista a inclusão de identificação com foto nos cartões do Medicare.

Para o Grattan Institute, o diretor de programas de saúde, Peter Breadon, parte das críticas aponta que a TGA já atua vinculada ao ministério e que cortar o financiamento público sem respaldo técnico não faz sentido. Ele chama as medidas de erro potencial.

O material de One Nation aponta que até 3 bilhões de dólares são perdidos anualmente com fraudes no Medicare, uso indevido e cobranças indevidas. Breadon, porém, afirma que o dado refere-se a não conformidades de prestadores, não a fraudes do público, e que a identificação com foto traria custos adicionais.

Historicamente, Pauline Hanson já tentou inserir identificação com foto no Medicare, por meio de projeto de lei privado em 2019, que venceu ao fim da legislatura de 2022. O partido também defende uma comissão real sobre a gestão da pandemia de Covid-19.

Além disso, One Nation defende rever milhões em medicamentos do Pharmaceutical Benefits Scheme aprovados durante a pandemia, além de propor consulta pública para medidas futuras. A líder do partido, Pauline Hanson, tem se posicionado contra vacinas obrigatórias.

As propostas enfrentam reação de autoridades de saúde. O presidente da Associação Médica Australiana, Danielle McMullen, negou a saída da OMS, ressaltando a importância de dados globais e da cooperação internacional para a saúde. A independência da TGA também foi citada como essencial.

O Ministério da Saúde, por sua vez, afirmou que a saída da OMS representa risco ao funcionamento de políticas de saúde e ao acesso a informações vitais. O governo federal enfatiza a necessidade de manter parcerias internacionais para enfrentar ameaças sanitárias.

O tema permanece em evidência, com pesquisas de opinião indicando alta vantagem de popularidade para Hanson, conforme monitoramento recente. Profissionais consultados pedem cautela ao avaliar impactos práticos de mudanças tão amplas.

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