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Deputado trabalhista reintroduz projeto de morte assistida e pressiona Lords

Lauren Edwards retoma o projeto de morte assistida na Câmara dos Comuns, pedindo que o Lords finalize o trabalho, com novos co-patrocinadores e possível uso do Parlamento Act

Lauren Edwards: ‘My role as a member of parliament is to do what I think is right for my constituents and what I think is right for the country.’ Photograph: Sean Smith/The Guardian
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  • A deputada trabalhista Lauren Edwards pretende devolver ao Commons o projeto de lei sobre morrer com auxílio, após ele ter sido bloqueado na Câmara dos Lordes.
  • Edwards terá como co-patrocinadores a ativista pelos direitos das pessoas com deficiência Marie Tidball e a ex-ministra Alex Davies-Jones; Kim Leadbeater permanece como patrocinadora original.
  • A medida foi interrompida no Lords mesmo após a aprovação na Câmara dos Comuns, em meio a mais de mil emendas apresentadas por opositores.
  • A parlamentar afirmou que agiu para manter o processo democrático, citando a possibilidade de o Parlamento atuar via Lei do Parlamento para contornar bloqueios no Lords, se necessário.
  • O retorno do projeto está previsto para leitura no Commons na quarta-feira, com debate da segunda leitura no início de setembro; outros colegas também assinaram como coeditores, incluindo membros de diferentes bancadas.

Lauren Edwards, deputada trabalhista, retomará no plenário a proposta de lei sobre a eutanásia para debates na Câmara dos Comuns, após ser barrada no House of Lords. O projeto volta com nova roupagem e a expectativa de contornar obstruções.

A parlamentar de Rochester e Strood anunciou que não se deixará abater por a divisão interna do partido. Edwards afirma que, ao defender a lei, prioriza seus eleitores e o país, mesmo diante de críticas internas.

Marie Tidball, defensora dos direitos de pessoas com deficiência, será co-patrocinadora, ao lado da ex-ministra Alex Davies-Jones. O retorno também conta com Kim Leadbeater como patrocinadora original.

O projeto não conseguiu avançar no Lords devido a mais de mil emendas apresentadas por opositores, que contestam a sua constitucionalidade. A pauta depende de novas votações e de eventuais alterações.

Edwards disse ter desligado as redes sociais desde que foi eleita, para evitar pressões da oposição online. Ela planeja apresentar o texto para a leitura inicial na próxima sessão.

O retorno prevê debate de segunda leitura já no início de setembro. A estratégia inclui eventual uso do Parlamento Act, se o Lords rejeitar novamente a proposta.

A deputada ressaltou que não pretende usar o Parlamento Act sem necessidade, argumentando que o objetivo é manter o processo democrático vivo e permitir que o Lords examine o mérito da lei.

Diversos apoios já foram anunciados. Além de Tidball e Davies-Jones, o grupo inclui Peter Bedford (Conservador) e Andrew George (Liberal Democrata). Outros co-patrocinadores: Kit Malthouse, Peter Prinsley, Simon Opher, Josh Babarinde, Sian Berry e Liz Saville-Roberts.

Descaso de grupos de defesa de deficiência gerou críticas a Edwards, que pediu compreensão diante de críticas passadas envolvendo termos inadequados. Ela pediu que o conjunto da atuação seja avaliado pelo conjunto de sua trajetória legislativa.

Fontes desde o Parlamento apontam que, independentemente de alianças, a discussão sobre assistência à morte permanece complexa, com forte escrutínio público. O projeto em análise continua a gerar debate sobre ética, direitos e salvaguardas.

Esta notícia é baseada em reportagens do Guardian sobre o retorno do projeto à Câmara dos Comuns, com base nas informações disponíveis até o momento.

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