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Trio de autoridades da defesa acusa Starmer de subfinanciar as Forças Armadas

Três veteranos da defesa acusam Starmer de subfinanciar as forças armadas, com críticas ao Dip e risco de recuo de operações futuras

John Healey told MPs: ‘Britain’s challenge now is the transformation and the rearmament of our armed forces.’ Photograph: Dan Kitwood/Getty Images
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  • Três membros sêniores da defesa — o ex-secretário de defesa John Healey, o ex-ministro Al Carns e o chefe do estado-maior Rich Knighton — acusam Keir Starmer de subfinanciar as Forças Armadas.
  • O debate gira em torno do Defence Investment Plan (Dip), que deve acrescentar £13,5 bilhões ao Ministério da Defesa em quatro anos.
  • Healey e Carns anunciaram a demissão do governo, criticando o Dip e defendendo transformação de políticas até 2030.
  • Knighton afirmou que o Reino Unido precisará reduzir atividades militares se o MoD não receber mais recursos, afetando operações na Europa, Ucrânia e Oriente Médio.
  • Starmer sustenta que houve elevação de investimento, de 2,3% para 2,6%, e que o Dip visa capacidades futuras; Dan Jarvis terá duas semanas para revisar os detalhes antes do anúncio, antes da cúpula da Otan.

Keir Starmer enfrenta críticas de três figuras militares de alto escalão que acusam o governo de subfinanciar as Forças Armadas. Em intervenções separadas no Parlamento, o ex-secretário de Defesa John Healey, o ex-ministro Al Carns e o atual chefe do Estado-M maior Rich Knighton cobraram mais recursos para cumprir operações previstas.

Healey afirmou que pediu demissão com pesar, mantendo que a decisão era necessária para preservar as condições das forças armadas e das alianças. Ele criticou a atual trajetória de investimento em defesa, dizendo que o plano de investimento não atinge metas de longo prazo e que é preciso transformar o aparato militar. Carns reiterou preocupação com o tempo gasto em exercícios passados, pedindo foco na transformação até 2030. Knighton revelou que, sem recursos adicionais, será necessário reduzir atividades e exercícios previstos, incluindo operações na Europa, na Ucrânia e no Oriente Médio.

Condições do Dip e reação política

A discussão gira em torno do Dip, que deve acrescentar cerca de £13,5 bilhões ao Ministério da Defesa ao longo de quatro anos. As declarações apontam para um risco de que a verba atual não seja suficiente para cobrir capacidades futuras, conforme destacado pelos três líderes militares. As intervenções também acentuaram a divergence dentro do Partido Trabalhista, com críticas à relutância de Starmer em adotar opções políticas radicais.

O debate ocorre em meio a tensões internas, com o receio de que Starmer não imponha mudanças radicais de política diante das pressões de outros membros do partido. O ex-ministro Wes Streeting pediu publicamente que o premiê apresente um cronograma para sua saída caso o prefeito de Greater Manchester, Andy Burnham, vença a eleição suplementar em Makerfield. Starmer, por sua vez, disse que não aceitará esse tipo de demanda.

Perspectivas e próximos passos

Starmer afirmou, em entrevista ao Times Radio, que não vê necessidade de pancadas políticas, destacando que houve o maior aumento de gastos com defesa desde os anos 1980, ao elevar a participação do gasto de 2,3% para 2,6% do PIB. Segundo ele, o Dip visa fortalecer capacidades futuras, com novas prioridades definidas em conjunto com o novo secretário de Defesa, Dan Jarvis.

Fontes próximas ao governo dizem que Jarvis recebeu um prazo de duas semanas para compreender o Dip e solicitar ajustes antes de o plano ser anunciado, previsto para antes da cúpula da Otan no início de julho. A expectativa é que o Dip seja apresentado com detalhes sobre capacidades priorizadas e metas de financiamento, buscando sustentar operações internacionais.

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