- Archie Goodburn, 24 anos, é nadador campeão com um tipo raro de câncer cerebral inoperável e pede mais apoio do governo para quem convive com a doença.
- Em 2024, durante a preparação para as qualificatórias olímpíadas, ele apresentou episódios neurológicos que levaram ao diagnóstico de três oligodendrogliomas, tumores raros.
- Vorasidenib, tratamento de grande avanço, permitiu que ele competisse novamente na Commonwealth Games, adiando quimioterapia e radioterapia que prejudicariam cognição e treino.
- O atleta afirma que apenas um medicamento novo em vinte anos não é suficiente e cobra maior investimento público, alongamento de pesquisas e acesso a ensaios clínicos.
- O governo britânico recebeu a campanha e, em resposta, enfatizou que é preciso ampliar pesquisas sobre tumores cerebrais e facilitar o acesso a medicamentos inovadores, com apelo por maior financiamento e liderança específica para o tema.
Archie Goodburn, 24, nadou campeão de natação com um câncer cerebral raro e inoperável, pediu ao governo ações mais eficazes para quem vive a doença. O apelo ganhou força após avanços com Vorasidenib, tratamento que lhe permitiu competir novamente.
Pouco antes dos Jogos da Commonwealth, em Glasgow, ele recebeu a drugoterapia, que atrasou quimioterapia e radioterapia, preservando habilidades cognitivas e a continuidade de seus estudos em engenharia química. O tratamento lhe abriu espaço para treinar e competir.
Goodburn foi diagnosticado após apresentar episódios durante a preparação para as classificatórias de Paris. Três oligodendrogliomas, tumores raros que respondem por cerca de 3% dos gliomas, foram encontrados. Em 2024, ele perdeu a chance de qualificar por pouco.
Avanços e desafios
O uso de Vorasidenib trouxe benefício de manter a prática esportiva, mas o atleta afirma que uma única droga nos últimos 20 anos não basta. O medicamento reduziu a necessidade de tratamentos que prejudicariam a cognição, ao menos a curto prazo.
Especialistas apontam a lacuna entre pesquisa inicial e financiamento para fármacos. O termo utilizado é o “vale da morte”, descrito por grupo parlamentar como obstáculo ao acesso a ensaios clínicos devido a regras de financiamento.
Ponto de cobrança ao governo
O Brain Cancer Justice campaign e Goodburn solicitam à gestão pública a liberação imediata do restante dos 40 milhões de libras prometidos em 2018 para câncer cerebral, além de designar um responsável governamental pela área e ampliar sequenciamento genômico dos pacientes.
Se houver avanços, a expectativa é ampliar o acesso a ensaios clínicos e permitir que pacientes recebam tratamentos considerados experimentais quando disponíveis. A solicitação inclui direito de experimentar terapias promissoras.
Reação institucional
O Department of Health and Social Care reconheceu a necessidade de fortalecer a pesquisa em tumores cerebrais e afirmou estar comprometido em ampliar o acesso a novas medicações eficazes. O diálogo com pacientes segue como prioridade.
Entre na conversa da comunidade