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Condenação de Eduardo Bolsonaro abala candidatura ao Senado

Condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão o afasta da suplência ao Senado e torna inelegível, impactando a chapa de Tarcísio de Freitas

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro em 24 de fevereiro de 2024. Foto: Mandel Ngan/AFP
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  • Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no âmbito da trama golpista, o que o deixa inelegível.
  • A pena afasta o deputado cassado do posto de suplente de André do Prado na chapa ao Senado por São Paulo, que disputava a reeleição de Tarcísio de Freitas.
  • A decisão foi unânime, tornando improvável a reversão da sentença durante o processo.
  • Do Prado ainda avaliava manter Eduardo como suplente caso houvesse recursos, mas a condenação complica esse cenário.
  • A condenação também impacta a montagem da chapa da extrema-direita para o pleito paulista.

O STF manteve a condenação de Eduardo Bolsonaro (PL) a quatro anos e dois meses de prisão por coação no processo da trama golpista, tornando-o inelegível. A decisão afeta sua posição como suplente de André do Prado (PL) na corrida ao Senado em São Paulo.

A condenação foi confirmada de forma unânime pela Primeira Turma. Eduardo, deputado federal cassado, não poderá concorrer como suplente na chapa liderada por André do Prado, ligada à coligação do governo de São Paulo. O objetivo do julgamento foi definido pelo condenado como fim da candidatura.

André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa, afirmou que ainda pode recorrer e não descartou novas reuniões, inclusive com Eduardo nos Estados Unidos, para discutir os próximos passos. A proximidade entre as partes permanece, apesar da inelegibilidade.

Impacto na chapa de Tarcísio de Freitas

A decisão afecta a aliança liderada pelo governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição. Com Eduardo fora da suplência, o grupo deverá definir substituto ou ajustar a composição para manter a cadência da campanha. A UTI jurídica de Eduardo permanece em análise.

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