- A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou duas moções de repúdio contra o presidente Lula, por uma declaração que ligou os filhos de Jair Bolsonaro a “traidores da Pátria”.
- A moção foi apresentada pelo deputado Capitão Alden (PL) e tem apoio da bancada de oposição; é uma resposta a críticas de Lula a Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.
- Lula afirmou, em evento em Catalão, que os filhos de Bolsonaro pediram para um país estrangeiro se intrometer nas decisões brasileiras, citando Joaquim Silvério dos Reis ao mencionar punição antiga.
- A justificativa da moção sustenta que não se pode tratar adversários como inimigos da nação e que tais referencias aprofundam a polarização; Flávio Bolsonaro acionou o STF contra Lula por retórica.
- A segunda moção repudia Lula por comentário feito em 10 de junho, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, sobre celulares roubados; Alberto Fraga afirmou que pobreza não implica propensão ao crime.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou, nesta terça-feira, 16 de junho, duas moções de repúdio contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A primeira aponta trechos em que Lula teria chamado os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de traidores da Pátria, citando ainda uma comparação histórica envolvendo Tiradentes. A segunda envolve uma declaração do presidente sobre a devolução de celulares roubados ou furtados.
Capitão Alden (PL-BA) apresentou a primeira moção, que recebeu apoio da bancada oposicionista. A iniciativa reagiu a críticas de Lula a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em meio a controvérsias sobre tarifas e influências externas. Segundo o relatório da comissão, o texto sustenta que referências a punições extremas não condizem com princípios constitucionais e recomendam cautela na retórica política.
Flávio Bolsonaro acionou o Supremo Tribunal Federal contra Lula, afirmando que a declaração extrapolou a retórica e não deve ser tratada apenas como histórico. A decisão do presidente pode ter impactos na polarização política entre os grupos do chamado bojo bolsonarista e o governo.
Celulares roubados e comentários sobre pobreza
A segunda moção critica uma fala de Lula durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, em 10 de junho, sobre a proposta governamental de estimular a devolução de celulares roubados. Lula afirmou que pessoas de baixa renda podem comprar aparelhos a preço baixo, o que foi interpretado como associação de pobreza ao crime de receptação.
Alberto Fraga (PL-DF) é o autor da requerimento relacionado a esse tema. O texto argumenta que a mensagem associa indevidamente a pobreza ao crime, defendendo que a condição econômica não deve ser usada para estigmatizar grupos sociais. A Câmara não divulgou detalhes adicionais sobre desdobramentos administrativos ou judiciais.
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