- O Tribunal de Apelação declarou lawful a proibição do Palestine Action, revertendo decisão anterior do tribunal superior que havia considerado ilegal a medida.
- A cofundadora Huda Ammori afirmou que a batalha para derrubar a proibição continua, seja na Justiça ou nas ruas, e que levará o caso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, se necessário.
- Cinco juízes do tribunal de apelação concluíram que o governo teve margem discrecionária adequada por razões de segurança nacional, mantendo a proibição da organização.
- Paralelamente, mais de três mil pessoas foram presas em protestos não violentos a favor do Palestine Action, com outras prisões ocorrendo diante do tribunal de apelação e no Old Bailey, onde ocorre um julgamento de ativistas do grupo.
- A ministra do interior, Shabana Mahmood, afirmou que o governo reconhecerá protestos legais, mas reiterou que a ação foi um ato terrorista, diferenciando-o de manifestações democráticas.
A corte de apelação do Reino Unido confirmou na segunda-feira que a proibição do Palestine Action, grupo de ação direta, foi legal, reverterendo decisão anterior de um tribunal superior que havia considerado a medida inadequada. A decisão sustenta a discricionariedade do governo para questões de segurança nacional.
Huda Ammori, cofundadora do Palestine Action, afirmou que a luta para derrubar a proibição segue pelos tribunais ou pelas ruas. Ela disse que a equipe permanece confiante na vitória e que levará o caso até a corte europeia de direitos humanos, se for necessário.
Enquanto o recurso tramava, o grupo manteve uma campanha de desobediência civil que resultou em mais de 3 mil detenções, principalmente por apoio ao Palestine Action. Além disso, 117 pessoas foram presas em frente ao tribunal de apelação, e outras duas perto do Old Bailey.
Ammori enfatizou que a defesa continua política e que a vitória dependerá de ações públicas. Ela ressaltou que as decisões judiciais não devem desviar o foco da solidariedade com o povo palestino, que enfrenta repressões e permanece ativo na resistência.
O governo britânico reagiu, destacando que o tribunal considerou que o Palestine Action promoveu a violência e celebra atos terroristas, diferenciando protestos legais do apoio a grupos proibidos. O secretário do Interior reiterou que a segurança nacional é prioridade contínua.
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