- Lula chegou a Évian-les-Bains, França, para a cúpula do G7, embora o Brasil não integre o bloco.
- O presidente busca reuniões bilaterais e pode ter encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar de um possível tarifaço sobre produtos brasileiros. A proposta prevê vinte e cinco por cento, além de sobretaxa relacionada a alegações de trabalho forçado.
- A agenda inclui encontros com o presidente da França, Emmanuel Macron, o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, e outras lideranças, como Sanae Takaichi, Abdel Fattah el-Sisi e Guy Parmelin; há ainda preparação para encontros com líderes da Alemanha, Canadá, Itália e Reino Unido.
- Durante os debates, Lula deve defender reformas de organismos multilaterais, fortalecimento do sistema internacional de comércio e maior participação de países em desenvolvimento nas decisões globais.
- O tema da inteligência artificial também entra na pauta, com a defesa de regras globais para o setor, mantendo o Brasil aberto a investimentos desde que respeitem a legislação local.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta segunda-feira (15) em Évian-les-Bains, França, para participar da cúpula do G7. Mesmo não sendo membro do bloco, ele participa de encontros bilaterais com líderes e busca ampliar espaço para o Brasil em temas como governança global, comércio e IA. A expectativa inclui um possível encontro com Donald Trump, though ainda sem confirmação de agenda.
A agenda oficial prevê reuniões com o anfitrião Emmanuel Macron e com o secretário-geral da Interpol, Valdet Urquiza. Também estão previstas conversas com Sanae Takaichi, primeira-ministra do Japão, e Abdel Fattah el-Sisi, presidente do Egito. O presidente suíço Guy Parmelin já se reuniu com Lula antes da abertura da cúpula.
Tarifas, comércio e multilateralismo
Lula deve tratar da reforma de organismos multilaterais, fortalecimento do sistema de comércio global e aumento da participação de países em desenvolvimento nas decisões. O governo brasileiro critica protecionismo e ações unilaterais no comércio internacional.
Inteligência artificial e investimentos
Outro foco é a IA: o Brasil defende regras globais para o setor, mantendo abertura a investimentos de tecnologia, desde que observem a legislação brasileira. A visão é equilibrar inovação com padrões regulatórios e proteção de empregos.
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