- Eduardo Bolsonaro (PL-SP) apoiou publicamente Júlia Zanatta (PL-SC) como vice na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, gerando desconforto na cúpula do PL.
- A movimentação não foi alinhada com a direção do partido e encontrou resistência entre dirigentes, que veem interferência de Eduardo na definição.
- Valdemar Costa Neto sustenta que as decisões sobre a chapa presidencial ficam a cargo da direção nacional e de Flávio Bolsonaro, mesmo com a coordenação local de Eduardo em São Paulo.
- Embora Zanatta possa ampliar o alcance por ter um perfil feminino, aliados avaliam que não atrairia eleitores além da base bolsonarista; Tereza Cristina continua como principal alternativa.
- A deputada Zanatta afirmou ter ficado surpresa com as manifestações de Eduardo e passou a falar sobre a possibilidade de integrar a chapa; a convenção do PL está marcada para 25 de julho, em São Paulo.
O lobby de Eduardo Bolsonaro pela vice de Júlia Zanatta gera é ofuscamento na cúpula do PL. A atuação do ex-deputado federal em redes sociais, defendendo a parlamentar de Santa Catarina, não foi alinhada com a direção do partido e recebeu resistência interna. A ação ocorre durante a definição da chapa para a presidencial de Flávio Bolsonaro.
Dirigentes do PL veem a movimentação como intervenção de Eduardo em decisão conduzida por Flávio e pelo presidente nacional Valdemar Costa Neto. Aliados relatam que Valdemar foi particularmente incomodado pela ofensiva, que troca mensagens sobre a composição sem consulta formal ao colegiado.
Desdobramentos e cenários de coalizão
Valdemar mantém que as decisões sobre a disputa presidencial cabem à direção nacional e ao senador Flávio. Ainda assim, avalia-se que escolher uma mulher para a vice pode ampliar o alcance eleitoral, mas Zanatta seria capaz de atrair apenas o núcleo mais fiel do bolsonarismo, segundo a cúpula.
Entre as opções para vice, Tereza Cristina continua como uma das principais alternativas, com avaliação de maior potencial de diálogo com o agronegócio, empresários e eleitorado de centro. A senadora já mantém contatos com outros campos políticos, inclusive com o ex-governador Ronaldo Caiado.
A bancada e a liderança do PL entendem que Zanatta não consegue ampliar o espectro de votos, enquanto Tereza Cristina é vista como candidata com maior margem de diálogo. A diferença de leitura sobre o ecossistema político influencia a escolha final.
A deputada Júlia Zanatta afirmou ter ficado surpresa com as manifestações de Eduardo, mas passou a considerar a possibilidade de integrar a chapa. Flávio Bolsonaro terá que definir o nome da vice até a convenção do PL, marcada para 25 de julho, em São Paulo.
O partido busca, até lá, reduzir ruídos que possam atrapalhar a pré-candidatura. A disciplina interna é lembrada como essencial para manter a coesão e a previsibilidade do calendário eleitoral. não houve divulgação de fontes oficiais adicionais.
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