- Um eventual acordo de paz entre EUA e Irã pode permitir a retomada das negociações nucleares em Genebra, caso seja assinado sem ambiguidades nesta sexta-feira.
- O acordo envolve temas como tarifas de uso do estreito de Hormuz e a liberação de ativos iranianos congelados, mas há pontos ainda incertos.
- O acordo é visto como um revés para a agenda de Netanyahu, enquanto Israel não está necessariamente vinculado ao acordo.
- Donald Trump não atingiu as metas de mudança de regime ou desarmamento nuclear até o momento, e enfrenta resistências internas.
- A partir de sexta-feira, EUA e Irã devem iniciar sessenta dias de conversações em Genebra para decidir o tamanho do programa nuclear permitidos.
O acordo de paz entre EUA e Irã pode abrir caminho para a retomada das negociações nucleares, caso seja assinado na sexta-feira segundo fontes destacadas. O pacto encontra obstáculos, incluindo ambiguidades que ainda podem impedir a assinatura e atrasar as conversas em Genebra.
Se o documento for assinado conforme o planejado, as negociações nucleares devem recomeçar nos mesmos moldes de antes do conflito, mantendo o calendário previsto para a retomada. A expectativa é de que o tema central persista na disputa sobre o enriquecimento de urânio.
Entre os pontos em jogo, está a continuidade ou não dos encargos pelo uso do estreito de Hormuz, além do destino de ativos iranianos congelados no valor de cerca de 24 bilhões de dólares. As informações sobre o que foi acordado variam entre as partes envolvidas.
Elementos do acordo e cenários
O acordo também envolve a suspensão de ofensivas na região, com insistência iraniana de que a guerra de Hezbollah seja interrompida. As país enfrenta resistência de setores da coalizão israelense, que dizem não atender ao acordo.
Nessas negociações, o papel de líderes como Netanyahu é destacado pelos analistas, que apontam tensões entre Washington e Jerusalém. A relação entre os dois aliados já passou por momentos de desgaste, especialmente diante das expectativas de uma cooperação mais estável.
O processo político interno nos EUA e no Irã pode influenciar o desenrolar. Analistas citam riscos de recuos ou de renegociação de pontos já acordados, caso haja novas sinalizações internas de cada parte.
Na prática, começariam 60 dias de conversas em Genebra sobre o núcleo do impasse: o direito do Irã de enriquecer urânio, a moratória de enriquecimento e o destino de seu estoque já enriquecido. O desfecho dependerá da avaliação de risco por empresas de navegação e seguros para o fluxo no estreito.
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