- Wes Streeting, candidato à liderança do Labour, propõe ampliar a imigração qualificada e criar um programa global de talento para recrutar 20 mil cientistas, especialistas em IA e engenheiros nos próximos três anos, com orçamento de £ 250 milhões, sediado no No 10.
- O objetivo é atrair mentes brilhantes de todo o mundo, defendendo que a administração Trump é hostil à ciência global e que o Reino Unido deve abrir as portas para eles.
- Streeting também defende que a arrecadação fiscal de novos campos de petróleo e gás no Mar do Norte (Jackdaw e Rosebank) seja usada para reduzir as contas de energia, por meio de isolamento, bombas de calor e eletrificação.
- A proposta visa diminuir custos para empresas e famílias, sem comprometer metas de emissão, e critica quem se opõe à produção por ver impactos aos compromissos climáticos.
- O ex-secretário de Saúde está disputando a liderança do Labour para substituir Keir Starmer, concorrendo com Andy Burnham, em meio a apostas sobre eleições regionais e agenda de controle público de água e energia.
Wes Streeting projeta ampliar a imigração de alta qualificação caso se torne o próximo líder do Labour. O plano será apresentado em um discurso na próxima semana, abrangendo também o uso das receitas de novos campos de petróleo e gás no Mar do Norte para reduzir as contas de energia.
O ex-secretário de Saúde pretende flexibilizar restrições migratórias para atrair cientistas, especialistas em IA e engenheiros. A meta é recrutar 20 mil profissionais de classe mundial em três anos, por meio de um programa global de talentos com orçamento de 250 milhões de libras. O programa ficaria no número 10.
Streeting afirma que a administração Trump foi hostil à ciência global e que o Reino Unido deve acolher talentos. Segundo ele, há espaço para receber laureados com o Nobel que desejem trabalhar no país.
Plano de imigração de alta qualificação
O líder do Labour em construção poderá abrir as portas para pesquisas e inovações, instruindo a criação de um método estruturado para atrair talentos estrangeiros. A proposta visa manter o Reino Unido competitivo internacionalmente, sem mencionar números além da meta de 20 mil profissionais.
A ideia envolve apoiar universidades, laboratórios e empresas em fases de atração, recrutamento e retenção. A iniciativa seria centralizada em Downing Street, com foco em ciência, IA e engenharia.
Streeting sustenta que eleitores preocupados com migração não precisam rejeitar a atração de futuros premiados. A prioridade é ampliar o acesso a mentes qualificadas para impulsionar a economia britânica.
Benefícios econômicos e energéticos
Outra linha de ação envolve novos campos de petróleo e gás no Mar do Norte. A ideia é direcionar as receitas tributárias desses projetos para reduzir as contas de energia das famílias e das empresas.
Segundo ele, as receitas deveriam financiar melhorias como isolamento térmico, bombas de calor e eletrificação, com o objetivo de reduzir tarifas e emissões. O objetivo é equilibrar crescimento energético com metas climáticas.
Críticos argumentam que a produção extra pode desafiar metas globais de emissões. A discussão ocorre num momento em que o governo avalia a viabilidade dos campos Jackdaw e Rosebank, com pressão de setores empresariais e de oposição.
Paralelamente, Andy Burnham participa de uma eleição parcial em Makerfield, com cota de favoritismo alta segundo odds de casa de apostas. O prefeito de Greater Manchester também defende ampliar o controle público de água e energia, caso avance para o governo.
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