- Ucrânia e Moldávia iniciam, nesta segunda-feira, a primeira fase das negociações de adesão à União Europeia, em Luxemburgo, passo decisivo para o processo.
- Abertura do “primeiro cluster” — que trata de Estado de direito e democracia — foi aprovada por todos os membros da UE na semana passada, abrindo espaço para conversas sobre mercado único, meio ambiente, economia e políticas sociais.
- A mudança de governo na Hungria, em abril, tirou o impasse do país e desbloqueou a decisão de iniciar as negociações, após o veto anterior do presidente Viktor Orbán.
- Líderes da UE, incluindo Ursula von der Leyen e António Costa, elogiaram os esforços de reforma de ambos os países, enquanto Zelensky destacou o apoio político e moral do bloco.
- Mesmo com avanços, autoridades ressaltam que apenas parte das reformas foi concluída e que a adesão depende de cumprir milhares de normas da UE e da aprovação unânime entre os membros, com debates sobre etapas intermediárias como associação.
Ukraine e Moldávia iniciaram nesta segunda-feira a primeira fase das negociações de adesão à UE, em Luxemburgo. O início das conversas substantivas marca um passo decisivo, após terem sido candidatas em 2022 e enfrentarem entraves políticos.
As negociações, impulsionadas por autoridades da UE e pelos dois países, chegam em um momento de tensão regional, com a Rússia intensificando ataques na Ucrânia. A abertura do primeiro cluster envolve áreas como Estado de direito, mercado único, ambiente e políticas econômicas e sociais.
A aprovação unânime pelos Estados-membros ocorreu após a eleição de um novo governo na Hungria, em abril, que desbloqueou o processo. Lideranças da UE destacaram a determinação de Kiev e de Chisinau em avançar com reformas.
No plano interno, autoridades ucranianas relatam progressos limitados nas 10 reformas priorizadas, com apenas cerca de 15% concluídas. Entre as medidas, estão fortalecer a independência de agências anticorrupção e reformas judiciais.
Analistas afirmam que iniciar as negociações não garante adesão rápida. Segundo especialistas, a Ucrânia pode levar anos para cumprir todos os requisitos e a decisão final depende de consenso entre os 27 membros.
Autoridades comunitárias evitaram prazos explícitos, ressaltando que o caminho envolve adoção de milhares de leis europeias e um acordo unânime entre os membros. As partes, no entanto, mantêm o otimismo sobre o processo.
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