- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, “não tem uma puta brizna de juízo” após o bombardeio de Beirut, dizendo que o ataque atrasou a assinatura do acordo com o Irã.
- O ataque israelense, ocorrido nos arredores de Beirut, atingiu um edifício residencial em Dahiye e deixou ao menos três mortos e sete feridos, segundo serviços de resgate.
- Israel disse ter atacado suposto “quartel de Hezbolá” em retaliação ao lançamento de três drones contra o norte de Israel; há também relatos de morte de um de seus comandantes, Ali Mussa Daqduq, em novo ataque no sul.
- O Irã ameaçou retaliação e afirmou que não tolerará os ataques; Teerã também vinha negociando cláusulas do acordo com os Estados Unidos, via Qatar, sem consenso final neste domingo.
- O rascunho do acordo prevê suspensão do programa nuclear iraniano e a retirada de sanções ao petróleo por sessenta dias para tentar concluir um acordo definitivo.
Enviado pelo gabinete presidencial, o ataque israelense a Beirut deixou mortos e feridos, enquanto a tentativa de acordo com o Irã permanece em aberto. Netanyahu ordenou o bombardeio de áreas suburbanas de Beirute, no Líbano, sem aviso prévio. A ação ocorreu dias antes de uma possível assinatura de acordo entre EUA e Irã.
Trump criticou publicamente Netanyahu, dizendo, em entrevista, que o primeiro-ministro não agiu com prudência ao atacar antes da assinatura prevista. O presidente dos EUA afirmou que o ataque atrasou o pacto, mas expressou que não queria desbaratar as negociações com Teerã.
No Líbano, o bombardeio atingiu um edifício residencial em Dahiye, nos subúrbios ao sul de Beirute, provocando pelo menos três mortos e sete feridos, segundo serviços de resgate. Autoridades de Israel alegam mirar um quartel do Hezbollah em retaliação a drones chutados contra o norte do país.
Teerã advertiu que não ficará sem resposta. O Exército iraniano sinalizou que a resposta poderia ocorrer em breve, enquanto Israel mantém alerta máximo para diversos cenários. A escalada segue o padrão recente de troca de ataques entre Israel e forças apoiadas pelo Irã.
O conflito também impacta as negociações entre Washington e Teerã. O governo iraniano, representado pela liderança do parlamento e por membros do comanda militar, condiciona o andamento das conversas a compromissos dos EUA. Analistas veem maior desconfiança entre Trump e Netanyahu, cada um com agendas próprias.
Segundo fontes próximas às negociações, o esboço de acordo previa que Irã suspendesse parte de seu programa nuclear e que Washington aliviasse sanções ao petróleo por 60 dias para fomentar um acordo definitivo. O texto ainda estava em negociação entre Washington e Doha, via mediadores.
O episódio de hoje reforça a tensão regional, com Israel dizendo que não tolerará ataques a seu território e Iran apontando para consequências que afetem a cooperação regional. Observadores destacam que a situação complica qualquer avanço imediato nas negociações entre EUA e Irã.
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