- Milhares de pessoas marcharam em Ginebra (Suíça) contra a reunião do G-7, prevista para Évian-les-Bains, França, de segunda a quarta-feira.
- O desfile, marcado por forte presença policial, teve momentos de violência com atos vandálicos e uso de gases lacrimogêneos para dispersar parte da turba.
- Incêndios, danos a estabelecimentos e ataques a simbolismos do capitalismo ocorreram ao longo da tarde, com helicópteros e ambulâncias no entorno.
- Participantes carregaram cartazes diversos, incluindo mensagens sobre o sofrimento do povo palestino e referências a Carlo Giuliani; uma menina pediu “nieve” durante o inverno em tom irônico.
- Organizações e indivíduos presentes repetiram críticas a potências, ao direito internacional e à democracia, em meio a uma mistura de reivindicações antifascistas, antiimperialistas, ambientalistas e feministas.
A indignação global contra o G-7 ganhou as ruas de Genebra neste domingo, com milhares de manifestantes. A marcha ocorreu pouco antes da cúpula prevista para Évian-les-Bains, na França, e terminou com confrontos em diferentes pontos do centro da cidade. A polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar grupículos que agiravam de forma violenta.
A concentração contou com uma forte presença policial, deixando lojas com fachadas fechadas e vitrines protegidas. À tarde, a presença de manifestantes com rostos cobertos elevou as preocupações sobre possíveis incidentes. Os distúrbios começaram a ganhar intensidade por volta das seis da tarde.
Grupúsculos de ativistas atacaram estabelecimentos simbólicos do sistema capitalista e de instituições internacionais. O conflito trouxe barulho de helicópteros, ambulâncias e panelas de metal, além de danos em mobiliário urbano durante o esmorecer da tarde. O cenário sugeria elevação de tensão para a noite.
Entre as pessoas presentes, destacaram-se participantes jovens e militantes de diversas pautas, incluindo causas antiimperialistas, ambientais e feministas. Uma estudante de 16 anos participou da marcha com um lenço na cabeça, expressando indignação com situações de conflito na arena internacional.
Com o desdobramento da manifestação, surgiram mensagens que conectavam a indignação com referências históricas de protestos anti-globalização. Houve acenos a nomes e episódios que marcaram movimentos anteriores, ampliando o mosaico de bandeiras presentes no ato.
O contexto envolve ainda a proximidade com a cúpula do G-7, marcada para ocorrer de segunda a quarta-feira na região, o que explica a forte mobilização. Genebra ficou sob vigilância reforçada, com bairros do centro sob atenção devido às concentrações e incidentes ao longo do dia.
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