- Nigel Farage disse que irá proibir estrangeiros de residências sociais e deportá‑los caso não encontrem moradia no setor privado, caso seja eleito primeiro-ministro.
- A reação ocorre próximo à byelection de Makerfield, com pesquisas sugerindo que o Reform UK ainda perde apoio para o rival Restore Britain, liderado por Rupert Lowe.
- Farage publicou um ensaio extenso no Substack afirmando que a “anti‑branqueamento” é institucionalizada e que o Reform abolirá a Equality Act, com propostas de meritocracia em empregos e educação.
- Em saúde, o Reform defenderia limitar a contratação de médicos estrangeiros; na educação, buscaria uma admissão universitária estritamente meritocrática.
- Pesquisas mostraram o Labour em vantagem em Makerfield, com Burnham recebendo entre 45% e 49% em diferentes levantamentos, enquanto Reform e Restore aparecem com margens menores.
Nigel Farage anunciou planos de restringir o acesso de estrangeiros a moradias sociais, com a promessa de deportação caso não encontrem moradia no setor privado. A declaração veio à véspera da byelection em Makerfield e amplia o tom hard line de temas imigratórios.
Farage, líder do Reform UK, afirmou ainda que pretende revogar a Equality Act. Segundo ele, políticas de migração dos governos anteriores teriam levado à redução de residentes brancos no país até o fim do século. O discurso foi veiculado inicialmente em uma nova publicação do seu Substack.
O movimento ocorre em meio a pesquisas que indicam queda de apoio para o Reform UK, com parte do eleitorado possivelmente migrando para o rival de extrema direita Restore Britain, liderado por Rupert Lowe. As sondagens sugerem litoral incerto para a legenda de Farage.
Entre as propostas listadas, Farage afirma que veteranos e moradores de longa data teriam prioridade em moradia social, e que estrangeiros sem alternativa nos três meses seguintes seriam deportados. Acesso a empregos públicos também seria alvo de alterações, sob premissas de meritocracia.
Em saúde, o Reform seria rígido com contratação de médicos estrangeiros para evitar riscos à população. Na educação, defenderia ingresso universitário estritamente meritocrático para evitar pressões de grupos. O texto não cita explicitamente o Restore.
Resultados de pesquisas recentes mostram impactos da fragmentação do eleitorado na corrida de Makerfield. Uma sondagem do Times/More in Common e do UCL Policy Lab aponta Andy Burnham com vantagem, com Reform em seguida e Restore em posição distante.
Outra pesquisa, publicada pelo Convergence no Sunday Times, apontou Burnham ainda na dianteira, com vantagem de 12 pontos sobre Reform, enquanto Restore registrou tendência menor. A dificuldade de consolidar o apoio rightwing aparece como tema central.
Nesta semana, a cobertura também destacou apoios de tabloides ao Reform e reportagens sobre supostos laços entre ativistas do Restore e eventos de extrema direita. Rupert Lowe reagiu à divulgação, classificando as matérias como campanha ofensiva.
Questionada sobre as declarações de Farage, a secretária de Cultura, Lisa Nandy, afirmou que o tom de ódio e divisão deveria ser deixado de lado. Ela ressaltou que a política deve manter-se centrada em fatos e propostas verificáveis.
Entre na conversa da comunidade