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Starmer diz que não vai embora, apesar da saída do ministro da Defesa

Starmer afirma que não vai deixar o cargo e enfrentará qualquer desafio, mesmo com demissões no governo e atraso do plano de defesa

Keir Starmer (centre) with his new defence secretary, Dan Jarvis, and the chief of defence staff, Richard Knighton, in 10 Downing Street.
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  • Keir Starmer afirmou que precisa “virar o jogo” após crises, incluindo a saída do secretário de Defesa, John Healey, e prometeu enfrentar qualquer desafio de liderança, dizendo que não vai embora.
  • Healey acusou Starmer de colocar a segurança do país em risco e de não avançar rápido o plano de investimento em defesa para alcançar gastar pelo menos 3,5% do PIB até 2035; o ministro das Forças Armadas, Al Carns, também pediu demissão.
  • Com a eleição parcial de Makerfield próxima, Andy Burnham é visto como favorito para vencer e retornar a Westminster, alimentando a expectativa de um novo desafio à liderança; Wes Streeting também pode estar envolvido.
  • Starmer, Jarvis (novo ministro da Defesa) e o chefe de Estado-Maior, Richard Knighton, discutiram o Dip, que deveria ter sido apresentado nesta semana, mas foi atrasado por divergências sobre os valores de gasto; o texto deve ser publicado antes da cúpula da Otan em Ancara.
  • O premier disse que não existem decisões fáceis e destacou o maior aumento sustentado nos gastos de defesa desde os anos oitenta, ressaltando que cada pasta fez cortes para financiar o Dip.

Keir Starmer afirma que precisa reverter a deterioração política após a saída do ministro da Defesa, John Healey, em meio a divergências sobre o investimento militar. Healey deixou o cargo após divergências com o governo sobre o orçamento de defesa e metas do Dip, o plano de investimento em defesa.

O premiê disse à BBC que enfrentará qualquer possível desafio à liderança e que não pretende abandonar o cargo. A resposta ocorre em meio a críticas sobre a curva de gastos e a gestão de matérias estratégicas, com sinais de instabilidade dentro do governo.

Healey enviou uma carta de demissão na qual acusa a direção de colocar a segurança do país em risco e critica a falta de apoio do Tesouro para avançar no Dip e atingir a meta de investir pelo menos 3,5% do PIB em defesa até 2035.

Foi anunciado que o ministro das Forças Armadas, Al Carns, também deixou o posto, afirmando que o governo não investe o suficiente na defesa e que os recursos não estão alocados para os equipamentos certos. A saída intensifica rumores sobre a possibilidade de uma nova rodada de disputas internas no Labour.

A expectativa de vitória de Andy Burnham na eleição suplementar de Makerfield aumenta a especulação sobre um possível desafio à liderança. Wes Streeting, ex-ministro da Saúde, também é apontado como possível candidato, após sua saída do governo anterior.

Starmer reuniu-se com o novo ministro da Defesa, Dan Jarvis, e com o chefe de Defesa, Richard Knighton, para tratar do Dip, cuja divulgação ficou pendente devido a impasses sobre os totais de gastos. Fontes próximas ao governo indicam que a equipe trabalha para finalizar o plano com celeridade.

Conforme informado por um porta-voz de No 10, o Dip está sendo elaborado para ser publicado antes da cúpula da OTAN em Ankara, no mês seguinte, embora haja incerteza sobre o alcance das cifras diante das mudanças no gabinete. A intenção é manter a transparência com o público e com parceiros internacionais.

Starmer ressaltou ter liderado o maior aumento contínuo de gastos com defesa desde os anos 80, afirmando que todos os setores do governo contribuíram com cortes no orçamento não relacionado à linha de frente para viabilizar o Dip. Ele também minimizou dúvidas sobre decisões difíceis, destacando o trade-off entre escolhas políticas e impactos econômicos.

Questionado sobre a participação em uma eventual liderança, o premiê reiterou que pretender liderar o Labour até as próximas eleições, reconhecendo a necessidade de reverter o quadro eleitoral. Não ofereceu comentários sobre um possível afastamento neste momento.

A reportagem acompanha ainda a tensão entre a direção do Labour e integrantes do parlamento, com a expectativa de que as próximas semanas tragam desenvolvimentos sobre a sucessão e a continuidade das reformas em defesa, economia e governo.

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