- Novo parecer propõe que o deputado Lucas Bove receba advertência, em vez de suspensão, no Conselho de Ética da Alesp.
- A punição mais branda substitui a sugestão anterior de suspensão por trinta dias, considerada desproporcional pela maioria do colegiado.
- A advertência é a pena disciplinar mais leve prevista pela Casa; outras previstas vão de censura a perda do mandato, temporária ou definitiva.
- Bove é alvo de representação da deputada Mônica Seixas por violência política de gênero e também enfrenta duas denúncias no conselho relacionadas ao caso Cíntia Chagas, ainda sem decisão.
- O novo relatório sustenta que não houve conjunto probatório suficiente para caracterizar infração disciplinar grave, considerando o episódio como embate político, não quebra de decoro.
O Conselho de Ética da Alesp avalia a punição a Lucas Bove (PL) por violência política de gênero. Um novo parecer propõe advertência em vez de suspensão, após a análise de casos que tramitam na casa. Bove também responde a processo por violência doméstica envolvendo a ex-esposa.
O documento em curso substitui o parecer inicial, que defendia suspensão de 30 dias. A decisão foi rejeitada pela maioria do colegiado, que entendeu a pena desproporcional. Um novo relator encaminhou o parecer atual a votação interna.
O texto em análise aponta que as ações de Bove ocorreram no contexto de debates acalorados, sem evidência suficiente de que configuram quebra de decoro com gravidade suficiente para suspensão. Segundo o relatório, a punição mais branda é compatível com o episódio.
A advertência, conforme o Código de Ética da Alesp, é a pena disciplinar verbal a ser aplicada por autoridades competentes, com objetivo de prevenir faltas mais graves. A natureza do caso envolve representação apresentada pela deputada Mônica Seixas (PSOL).
Além disso, Bove é réu em ação por violência doméstica movida pela influenciadora Cíntia Chagas. Os demais processos no Conselho de Ética relacionados a esse caso ainda não tiveram apreciação. Não há data marcada para votação.
O novo parecer sustenta que faltam provas suficientes para caracterizar efetiva violação ao decoro com o alcance da suspensão. O relator argumenta que o episódio reflete um confronto político e não uma infração disciplinar que justifique sanção pesada.
Ainda não há previsão de quando o parecer será votado pelo Conselho de Ética. A data ficará definida pelo presidente do colegiado, Delegado Olim. A Casa não informou novos votos ou prazos para os desdobramentos.
Entenda o caso em curso
A representação contra Bove foi aberta em fevereiro por Mônica Seixas. Ela descreve agressões verbais e um episódio em que o deputado teria se dirigido à deputada de forma agressiva durante uma discussão, com frases fortes e tom alterado. As informações seguem em avaliação no Conselho de Ética.
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