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Mudanças no NDIS são retrógradas e fora de linha com revisão, dizem deputados

Relatório de comitê parlamentar classifica mudanças no National Disability Insurance Scheme como retrogressivas, com risco de perda de apoio para até 241 mil participantes

The Albanese government’s proposed NDIS reforms have come under fire from a parliamentary committee.
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  • A Comissão Conjunta de Direitos Humanos, ligada ao governo trabalhista, considera as mudanças no National Disability Insurance Scheme (NDIS) retrogressivas e desalinhadas com a revisão independente de 2023.
  • O relatório de 57 páginas analisa as alterações propostas pelo governo de Albanese antes de um relatório do Senado na próxima semana e questiona impactos para mais de 200 mil participantes que podem perder acesso.
  • A partir de 2028, a definição de permanência mais rígida pode excluir cerca de 241 mil pessoas até 2031, reduzindo o total de participantes para 600 mil.
  • O documento aponta que o objetivo de sustentabilidade financeira depende da disponibilidade de serviços de assistência comuns acessíveis, o que nem sempre é garantido.
  • O Senado fará audiências públicas; o ministro Mark Butler defende o plano e disse que o governo ficará atento ao relatório do inquérito para, então, decidir próximos passos.

O Comitê Conjunto de Direitos Humanos, vinculado ao Congresso australiano, classificou as mudanças propostas no NDIS como retrogradas e desalinhadas com uma revisão independente recente. O estudo, com 57 páginas, analisa as alterações em curso sob o governo de Albanese e antes de uma apuração do Senado.

Os especialistas questionaram os impactos humanos das reduções de acesso a partir de 2028 para mais de 200 mil participantes que poderiam ficar sem suporte adequado. O relatório aponta que a medida pode restringir direitos humanos fundamentais relacionados à assistência a pessoas com deficiência.

Segundo o levantamento, o objetivo de tornar o NDIS financeiramente sustentável depende da disponibilidade de serviços de apoio na esfera pública. O comitê pergunta se tais serviços existem de fato e se a mudança alcançará o efeito desejado na prática.

As mudanças propostas incluem restringir o acesso com base em “capacidade funcional substancialmente reduzida” e exigir que potenciais participantes esgotem tratamentos disponíveis antes de obter o benefício. O relatório ressalta que fatores como acesso geográfico e situação financeira não teriam peso suficiente na decisão.

Um ponto crítico destacado é que as regras do NDIS parecem não considerar as circunstâncias individuais de cada pessoa, como geografia ou custo de tratamento. O documento questiona se as salvaguardas existentes garantem proporcionalidade das limitações impostas.

Reações e próximos passos

Audiências públicas do Senado reuniram vozes diversas, com alerta de que a lei pode piorar os resultados para pessoas com deficiência. Autoridades estaduais também afirmam que serviços similares não estariam disponíveis para todos os removidos do programa.

Em resposta, o ministro Mark Butler defendeu o pacote como um plano bem elaborado para colocar o NDIS nos trilhos e garantir sua sustentabilidade a longo prazo, com foco no centro das pessoas com deficiência. O governo avalia as mensagens recebidas na consulta.

O relatório da comissão deve alimentar o estudo do Senado, com previsão de publicação do relatório final na próxima semana. O governo diz estar atento às sugestões e preparado para apresentar uma posição após o parecer.

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