- O ministro Alexandre de Moraes votou por manter a prisão preventiva de Thiago Rangel, ex‑deputado estadual do Rio, preso em maio por suspeita de integrar uma quadrilha que desviava recursos da Educação.
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- O voto ocorreu em julgamento virtual; a defesa não apresentou argumentos que pudessem alterar a decisão já proferida.
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- Ainda precisam votar Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino, todos da Primeira Turma do STF, para definir a decisão final.
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- A Polícia Federal aponta irregularidades envolvendo Rangel, incluindo fraudes em compras de materiais e serviços ligados à educação, com suspeita de manipular licitações entre 2021 e 2022.
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- A PF encontrou a planilha “Pedidos em 12-04-23”, que cita deputados e campos como “o que tem” e “o que está pedindo”, indicando possível direcionamento de contratações para empresas ligadas à organização criminosa; o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, também foi alvo de operação.
Alexandre de Moraes, ministro do STF, votou nesta terça-feira para manter a prisão preventiva de Thiago Rangel, ex-deputado estadual do Rio de Janeiro. O voto ocorreu em julgamento virtual de recurso apresentado pela defesa do réu. Moraes não viu argumentos capazes de modificar a decisão anterior.
O caso envolve suspeitas de participação de Rangel em irregularidades ligadas à Educação estadual. Segundo a Polícia Federal, houve fraudes em compras e contratações envolvendo a secretaria de Educação, além de suspeitas de manipulação de licitações entre 2021 e 2022.
A sessão de julgamento ainda depende de votos de outros ministros da Primeira Turma do STF. Participam Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino, que precisam decidir de forma definitiva sobre o caso.
Plano de atuação da PF aponta uso de uma planilha chamada “Pedidos em 12-04-23” para indicar deputados e funções em cargos estratégicos estaduais. A documentação seria indicativa de direcionamento de contratações.
Segundo a PF, o esquema envolvia empresas ligadas à organização criminosa investigada, com desvios de recursos públicos por meio de contratos com escolas estaduais. A investigação também aponta possível cooptação de cargos para favorecer o grupo.
A prisão de Thiago Rangel ocorreu em maio, durante a mesma operação que levou à detenção de outras pessoas. Além de Rangel, a PF também conduziu ações contra Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, que teve atuação associada às investigações recentes.
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