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Como a Rússia poderia intensificar o conflito

Com avanços em Ucrânia estagnados, Moscou pode buscar vitória indireta: sabotagens na Europa e drones, ampliando tensões e pressão econômica

Russian President Vladimir Putin walks during a meeting with his Tanzanian counterpart at the Kremlin in Moscow.
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  • Em queda de avanços na Ucrânia, especialistas alertam que a Rússia pode buscar escalada fora do campo de batalha, com táticas como sabotagem na Europa e incursões de drones em território da NATO.
  • A ofensiva de Moscou tem sido contaminada por perdas militares, dificuldades econômicas e queda na capacidade de recrutamento, enquanto a economia permanece estagnada e a pressão nos setores de energia aumenta.
  • Houve ataques recentes que sugerem tentativa de intimidar a Europa, incluindo ataque massivo a Kiev em junho e lançamentos de drones perto da fronteira romena, com impactos ainda incertos.
  • A Rússia também intensifica esforços de influência política na Europa e nos Estados Unidos, em meio a visitas de personalidades conservadoras a eventos promovidos pelo governo russo.
  • Mesmo com sinais de maior pressão, especialistas duvidam da eficácia de novas escaladas, apontando limites de produção militar e a complexidade de obter adesão internacional para tais ações.

O governo russo avalia opções para ampliar a pressão caso o avanço no conflito com a Ucrânia estagnar. Pesquisa e análise indicam que Moscou pode buscar ações fora do campo de batalha, incluindo sabotagens na Europa e incursões de drones em território da Otan, para reconquistar a iniciativa.

Analistas destacam que, apesar de alguns ganhos no ano anterior, a força de Moscou está debilitada por perdas militares e dificuldades econômicas. A resistência ucraniana e o desgaste logístico russo reduziram o ritmo ofensivo e ampliaram o custo da mobilização interna.

Em termos de impactos, a economia da Rússia permanece sob pressão com gastos militares elevados, quedas na produção e tensões internas ligadas ao controle da internet e à insatisfação social. Ainda assim, há sinais de alívio parcial na arrecadação de petróleo e gás devido a comercialização relacionada ao conflito no Irã.

Ao longo da semana, surgiram ações que elevam a percepção de escalada. Em 2 de junho, houve um ataque sustenido a Kyiv, com a surpresa de uma ofensiva que atingiu o distrito de Podilskyi, sinalizando uma estratégia de intimidar a região. A extensão exata desse padrão ainda é incerta.

Paralelamente, em maio, um drone de ataque russo atingiu uma construção na moldura fronteiriça romena, resultando em ferimentos e dano parcial a um apartamento. Este episódio ocorreu no contexto de um conjunto maior de drones usados para ataques em portos próximos à Ucrânia e à Romênia.

Entre objetivos e possibilidades, há quem aponte para maior uso de mísseis balísticos, uma arma difícil de interceptar, segundo especialistas. Zelensky afirmou, em carta pública a Putin, que a Rússia pode ainda apostar nesse tipo de arma para avançar objetivos não alcançados por outras táticas.

No âmbito internacional, Moscou também tem tentado manter um diálogo com ocidente. Participantes do Fórum Econômico de São Petersburgo, como Candace Owens e o empresário Rodney Mims Cook Jr., estiveram presentes, com mensagens que indicam uma tentativa de influenciar interlocutores ocidentais. No entanto, autoridades americanas relataram desconhecimento sobre uma delegação oficial para o evento.

Em resposta, especialistas lembram que o efeito dessas iniciativas depende da recepção de lideranças internacionais. Observadores como Steven Pifer, do Brookings, destacam que não está claro qual seria o próximo passo de escalada viável para a Rússia, especialmente diante do cenário político externo.

Dentro da Ucrânia, a avaliação é de que Moscou já atua com pressão pesada e poucas opções de escalada vertical. A estimativa é de que o país não tenha capacidade de realizar um grande aumento de ataques com mísseis de forma contínua, dadas limitações de produção.

Na Europa, a possibilidade de ampliar táticas de intimidação — como drones ou sabotagens — permanece como hipótese. Também há expectativa de que a Rússia tente influenciar processos políticos europeus, com eleições nacionais próximas em alguns países e o fortalecimento de laços com segmentos conservadores internacionais.

O debate sobre eficácia da estratégia russa persiste entre especialistas. Mesmo com sinais de “interesse em uma ofensiva diplomática” por alguns atores, a avaliação comum é de que a receptividade internacional pode ser restrita, diante do desgaste político causado pela guerra.

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