- Trevisan afirma que Trump tentou usar a Copa do Mundo como vitrine política e de negócios, mas a estratégia não funcionou como o esperado.
- O evento importa pelo aspecto comercial, porém a ocupação hoteleira baixa e os ingressos caros limitam o público nos EUA.
- Em Nova York, a ocupação hoteleira ainda não passa de 25%, e cada ingresso pode custar mais de 2 mil dólares.
- Canadá e México, que também sediarão jogos, aparecem com maior demanda de hotéis do que os EUA.
- Trevisan aponta clima de medo com a imigração e a presença do ICE como fatores que podem desencorajar viagens para os jogos, sugerindo que o plano de Trump teve falhas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tentou transformar a Copa do Mundo em vitrine política e de negócios. Sinais iniciais indicam que a estratégia não funcionou como esperado, segundo o professor Leonardo Trevisan, da ESPM, em participação do UOL News.
Trevisan aponta que a importância da Copa para Trump é, sobretudo, comercial. No entanto, a ocupação hoteleira nos EUA está abaixo do esperado e os preços dos ingressos são elevados, o que pode restringir o público brasileiro e americano.
> O evento importa principalmente por negócios, mas a ocupação hoteleira preocupa. Em Nova York, por exemplo, não houve pico de demanda e ingressos ultrapassam os 2 mil dólares, aponta Trevisan.
Ele ressalta que a Copa tende a ser mais seletiva por causa dos custos, o que pode afastar parte do público interessado em acompanhar as partidas pela televisão ou presencialmente. Canadá e México aparecem com maior demanda hoteleira entre as sedes do Mundial.
> O preço alto e o clima de insegurança afetam o interesse. A presença de público com maior poder aquisitivo pode ser limitante para quem antes tinha curiosidade de assistir aos jogos, segundo Trevisan.
O professor também mencionou a possível relação entre imigração e decisão de viajar para os jogos, destacando dúvidas sobre a atuação do ICE no entorno dos estádios. Para Trevisan, esse cenário reforça o desafio de atrair visitantes aos EUA.
Contexto comercial e percepção do público
Trevisan afirma que o cenário atual sugere impacto negativo na percepção do torneio entre torcedores nos EUA, devido aos custos elevados e ao clima de insegurança citado.
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