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Nunes afasta gerente da SPTuris por ligação com ONG da produtora Dark Horse

Prefeito afasta gerente da SPTuris durante apuração da CGM sobre possível ligação com ONG ligada à produtora de Dark Horse

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB)
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  • O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afastou o gerente de eventos da SPTuris, Rodrigo Raveli Bolzan, após abertura de investigação pela Controladoria-Geral do Município.
  • A apuração mira suposta ligação de Bolzan com ONG vinculada à produtora do filme Dark Horse, ligada a Karina Ferreira da Gama, empresária envolvida em controvérsias.
  • A investigação envolve a ONG Instituto Conhecer Brasil, alvo de operação da Polícia Civil por suspeita de fraude em licitação da Prefeitura de São Paulo e repasses à entidade.
  • Além do contrato original de licitação, houve aditivos que elevaram os repasses para a ONG a quarenta e sete milhões, chegando a R$ 157,1 milhões, com pelo menos R$ 26 milhões alegadamente sem prestação de serviço.
  • Também há apuração de repasse de R$ 1,3 milhão a uma empresa cujo sócio era dirigente do ICB, em convênio para instalação de cinco mil pontos de wi‑fi em comunidades de baixa renda; Prefeitura afirma que licitação seguiu legalidade e que não houve vedação formal à parceria.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afastou o gerente de eventos da São Paulo Turismo (SPTuris), Rodrigo Raveli Bolzan, após a abertura de uma investigação pela Controladoria-Geral do Município (CGM). A apuração mira uma suposta ligação de Bolzan com uma ONG vinculada à produtora do filme Dark Horse.

A ligação envolve Karina Ferreira da Gama, empresária por trás da produtora, que também atua junto ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). A investigação ganhou impulso após reportagem que apontou ganhos de empresas e ONGs associadas à produtora e ao ICB com a gestão de contratos da prefeitura.

Contexto e desdobramentos

Segundo o prefeito, Bolzan integra a equipe da prefeitura desde 2005 e atuava como fiscal de oito contratos. A Polícia Civil investiga fraude em licitação da prefeitura, envolvendo o ICB, com repasses que teriam chegado a R$ 157,1 milhões. A apuração aponta R$ 26 milhões pagos sem efetiva prestação de serviço.

Contratos e repasses

Ainda conforme as informações, o contrato original teve aditivos que eleva o valor total repassado à ONG. A prefeitura sustenta que o processo licitatório atendeu aos princípios de legalidade, transparência e economicidade. A análise jurídica da época não identificou vedação formal à parceria para a instalação de Wi-Fi livre.

Outros pontos da investigação

Há também apuração sobre repasse de R$ 1,3 milhão a uma empresa cuja sociedade envolve dirigente do ICB. Os recursos teriam sido destinados em convênio entre a ONG e a prefeitura para a instalação de 5.000 pontos de acesso a wifi em comunidades de baixa renda.

Reação da Prefeitura e status atual

A prefeitura reiterou que segue as normas legais e que as etapas do processo estão em análise pela CGM. A ONG também enfrenta cobrança judicial para devolver R$ 1,3 milhão, em ação movida pelo Sesi por irregularidades na prestação de contas.

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