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Chefe de gabinete de Milei admite não declarar meio milhão de dólares

Chefe de gabinete de Milei admite ocultar meio milhão de dólares em declarações, sob investigação de patrimônio

Milei abraça seu então porta-voz Manuel Adorni. que venceu eleição na cidade de Buenos Aires em uma disputa contra o peronismo e a centro-direita.
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  • O chefe de gabinete de Milei, Manuel Adorni, admitiu ter ocultado pelo menos 500 mil dólares em declarações financeiras.
  • Ele informou ter apresentado uma declaração revisada ao Escritório Anticorrupção na quarta-feira.
  • Segundo Adorni, o dinheiro veio de atividades privadas e de investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018, antes de assumir o cargo em 2023.
  • O valor corresponde a cerca de 2,5 milhões de reais, e ele afirmou que pagará impostos, multas e juros devidos.
  • A revelação ocorre em meio a investigações sobre discrepâncias na declaração de bens e já contrasta com declarações anteriores de que não houve ocultação.

Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei, reconheceu ter ocultado pelo menos 500 mil dólares em declarações financeiras. Ele afirmou ter feito ajustes na declaração e enviado ao Escritório Anticorrupção nesta semana.

Segundo Adorni, o dinheiro saiu de atividades privadas e de investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018, meses antes de assumir o cargo de porta-voz presidencial em dezembro de 2023. Ele detalhou que, nesse período, investiu cerca de 200 mil dólares e teve ganhos de aproximadamente 300 mil.

O político disse ainda que ele e sua esposa optaram por não declarar esses rendimentos para evitar o que chamou de “velho sistema político”. A declaração revisada integra a investigação judicial em curso sobre supostas discrepâncias na declaração de bens.

Adorni foi porta-voz de Milei até novembro, quando passou a chefiar o gabinete. O presidente mantem o apoio ao aliado, afirmando ter confiança de que tudo estará em ordem. A controvérsia ganhou força após a divulgação de viagens ao exterior em família.

A origem das investigações remete a março, com destaque para viagem oficial a Nova York e voos privados em familiares. Outros vazamentos acionaram apurações sobre aquisição de imóveis não declarados nos dois últimos anos. O chefe de gabinete ainda não foi intimado para depor.

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