Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

TCM aponta irregularidades da Prefeitura de SP em emendas de atos bolsonaristas

TCM aponta irregularidades em emendas da Prefeitura de São Paulo para atos bolsonaristas na Paulista; lacunas de documentação e uso de recursos

7.set.2025 - Ato bolsonarista na avenida Paulista teve bandeiraço dos EUA
0:00
Carregando...
0:00
  • O TCM concluiu que a Prefeitura de São Paulo cometeu irregularidades ao liberar emendas parlamentares para atos bolsonaristas na avenida Paulista em 2025, totalizando R$ 629 mil pela Secretaria Municipal de Turismo.
  • As emendas foram indicadas pelo vereador Gilberto Nascimento Jr. (PL-SP); formulários estavam incompletos e a descrição apenas mostrava a palavra “evento”, sem especificação das atividades.
  • O tribunal afirmou que cabia à Casa Civil barrar as emendas; houve descumprimento de prazos, com pedidos apresentados seis dias antes dos atos, contrariando normas que exigem antecedência mínima de 20 dias e manifestação em até 15 dias.
  • Os recursos foram usados para contratar banheiros químicos, ambulâncias, torres de observação, mesas, cadeiras, copos de água e kits de lanche para policiais; a prefeitura disse não atuar como organizadora política, apenas para infraestrutura e segurança.
  • A SMTUR classificou as irregularidades como sanáveis; o caso envolve a Quarter, que recebeu R$ 75 mil e está sob investigação pelo Ministério Público; o ato de 29 de junho contou com pedido de apoio para eleger 50% do Congresso.

O TCM-SP concluiu que a Prefeitura de São Paulo cometeu irregularidades ao liberar emendas parlamentares para financiar atos bolsonaristas realizados na avenida Paulista em 2025. A verba, no total de R$ 629 mil, foi destinada pela Secretaria Municipal de Turismo para apoiar as manifestações ocorridas em abril, junho, agosto e setembro daquele ano. O caso veio a público por meio de reportagem do UOL.

As emendas foram indicadas pelo vereador Gilberto Nascimento Jr. (PL-SP). Em auditoria de abril, o TCM verificou que os formulários estavam incompletos e não houve indicação adequada de que os recursos seriam destinados aos atos bolsonaristas. A descrição das emendas trazia apenas a palavra evento, data, horário e endereço, deixando outros campos em branco.

O tribunal apontou que cabia à Casa Civil barrar as emendas. O parecer indicou descumprimento da legislação municipal ao aprovar propostas sem informações básicas, como descrição da atividade, objetivos, plano de aplicação da verba e justificativa do público-alvo. Também houve atraso no atendimento aos prazos normativos.

Segundo o TCM, houve descumprimento de prazos nas normas municipais. Em um caso, o pedido de verba foi apresentado apenas seis dias antes da manifestação. O decreto municipal exige envio das emendas à Casa Civil com pelo menos 20 dias de antecedência e manifestação da secretaria responsável em até 15 dias sobre a liberação.

Os recursos foram usados para contratar banheiros químicos, ambulâncias, torres de observação, mesas, cadeiras, copos de água e kits de lanche para policiais militares. A prefeitura afirmou ao TCM que o objetivo foi fornecer infraestrutura essencial, apoiar a segurança pública e manter a ordem durante os eventos, sem atuar como organizadora política.

A administração também contratou produtores executivos da agência Quarter para atuar nos atos. A Quarter passou a ser investigada neste ano por suspeitas de irregularidades e desvio de recursos públicos. Notas fiscais obtidas pelo UOL indicam que a agência forneceu carregadores e passa-cabos, totalizando R$ 75 mil pelos quatro eventos.

Repercussões e respostas oficiais

A Secretaria Municipal de Turismo classificou as irregularidades como sanáveis e disse que a responsabilidade de barrar propostas com lacunas é da Casa Civil. A SMTUR afirmou que os servidores citados no relatório não integram mais a pasta e que a avaliação de mérito caberia aos órgãos diretos da Administração.

A Casa Civil informou que os servidores citados não atuam mais na pasta e reforçou que a avaliação de mérito da emenda é de responsabilidade dos órgãos responsáveis pela política pública setorial. A Procuradoria Geral do Município e a SMTUR afirmaram que já prestaram esclarecimentos nos autos do processo.

O UOL questionou a prefeitura sobre a finalidade da contratação dos produtores da Quarter, mas não obteve resposta. O Ministério Público de São Paulo investiga o uso dos recursos públicos para financiar os atos políticos a favor de Bolsonaro, podendo configurar improbidade administrativa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais