- Tony Pasin, deputado conservador e sombra-do-ministro no Frontbench de Angus Taylor, sugeriu que Liberal e One Nation “trabalhem de mãos dadas” para derrotar o Labor, definindo quais assentos devem ser priorizados por cada lado.
- Angus Taylor afirmou que não há planos para dividir ou “carvar” assentos com One Nation; o foco do partido é enfrentar o governo trabalhista.
- One Nation lidera as pesquisas contra o governo, e a ameaça de Hanson de mirar assentos do Labor reacende o debate sobre cooperação entre as legendas conservadoras.
- Hanson realizou evento em Perth, indicando alvo entre ministros do Labor, como Chris Bowen, Tony Burke, Clare O’Neil e Madeleine King (com referência a Adam Giles).
- Reações internas: o senador James Paterson disse que conversas sobre trocas de preferências são prematuras e avaliou que o Liberal precisa reconquistar a confiança de seus apoiadores antes de firmar acordos com outros partidos.
O ministro liberal Angus Taylor rejeitou a hipótese de compartilhamento de candidaturas com a One Nation, um tema que ganhou força entre integrantes do partido diante do avanço dos apoiadores de Pauline Hanson nas sondagens. A proposta de cooperação foi tratada como forma de evitar a dispersão de votos contra o governo nas próximas eleições, mas foi rejeitada pela direção liberal.
A polêmica veio à tona após declarações de Tony Pasin, deputado liberal de atuação rural na Austrália do Sul, que aconselhou as duas forças conservadoras a trabalharem de forma alinhada para derrotar o Labor. Conforme reportagem publicada pelo The Australian, Pasin sugeriu que as equipes identifiquem quais distritos devem ser alvo prioritário, permitindo ao mesmo tempo economia de recursos.
O tema ganhou relevância porque One Nation aparece à frente do conjunto da coalizão em pesquisas que costumam antecipar o resultado das eleições, e Hanson já sinalizou a intenção de mirar assentos governistas. Em Barker, distrito representado por Pasin, o partido de Hanson obteve desempenho expressivo na eleição de 2025, além de ter crescido em áreas da eleição estadual de março no sul da Austrália.
Taylor afirmou ao ABC não estar considerando qualquer forma de acordo com a One Nation. O ministro foi categórico e disse que o foco do Partido Liberal é derrotar o Labor, sem pretender divisões de vagas. Em paralelo, surgiram comentários de ex-primeiro-ministro John Howard e atual presidente do partido sobre cenários de preferências, que não foram adotados como política formal até o momento.
A pauta também ganhou a atenção de outros líderes conservadores. Bridget McKenzie, senadora do Nationals, sugeriu que a One Nation poderia mirar assentos do Labor, e afirmou estar disposta a apoiar a campanha. Já o senador James Paterson, radialista em defesa, diz que discutir trocas de preferência é prematuro e que o Liberal precisa reconquistar a confiança do eleitorado antes de qualquer acordo com outros partidos.
A One Nation informou estar investindo recursos para atuar em setores com maior probabilidade de impacto em assentos governistas, com uma captação que, segundo a própria sigla, já ultrapassou 1,7 milhão de dólares. No entanto, a veracidade desse montante não é verificada pela organização, que não divulga doações em tempo real.
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