- 55% dos entrevistados acreditam que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil podem afetar a vida deles ou de familiares, caso sejam implementadas.
- 37% disseram que não haverá diferença no dia a dia; 8% não souberam ou não quiseram responder.
- A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 8 de junho de 2026; a margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
- As tarifas anunciadas seriam de 25% sobre mercadorias brasileiras, após investigação que acusa o Brasil de restringir comércio; ainda não estão em vigor.
- Sobre o relacionamento Brasil–Estados Unidos e temas ligados a Trump, Flávio Bolsonaro e decisões recentes: 50% sabem do encontro entre Trump e Flávio Bolsonaro no fim de maio, 50% não sabem; 63% tinham conhecimento da classificação do PCC e do Comando Vermelho como terroristas, e 60% defendem que tais organizações sejam consideradas terroristas pelo governo brasileiro; 45% concordam com a classificação pelo governo dos Estados Unidos.
A pesquisa Quaest, realizada com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 5 e 8 de junho de 2026, aponta que 55% dos entrevistados acreditam que as novas tarifas dos Estados Unidos ao Brasil podem afetar suas vidas ou as de familiares, caso sejam implementadas. Outros 37% dizem que as taxas não vão fazer diferença no dia a dia. 8% não souberam ou não quiseram responder.
O estudo acompanha a reação de eleitores diante da ameaça tarifária, anunciada pela administração norte-americana na última semana após uma investigação que acusa o Brasil de práticas que limitam o comércio com os EUA. A medida ainda não está em vigor.
O levantamento também consultou a percepção sobre o relacionamento Brasil–Estados Unidos e as ligações entre pré-candidatos e o governo americano. A metodologia inclui interpretação de cenários econômicos e políticos relevantes para o eleitorado.
Encontro de Flávio Bolsonaro com Trump
Metade dos entrevistados informou conhecimento sobre o encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, realizado no fim de maio. A outra metade não acompanhou o evento. A divulgação ocorreu após reunião de Flávio com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Classificação do PCC e do CV como terroristas
A pesquisa questionou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo americano. 63% disseram ter conhecimento prévio da decisão, 36% souberam apenas na entrevista. A maior parte, 60%, concorda que organizações criminosas deveriam ser classificadas como terroristas pelo Brasil; 29% discordam.
Sobre se o governo dos EUA deveria classificar tais facções como terroristas, 45% concordam e 45% discordam, com 10% sem opinião. Em relação à influência de Flávio Bolsonaro na decisão, 47% acreditam que houve influência, 37% dizem que não houve, e 16% não opinaram.
As classificações entraram em vigor em junho, após divulgação pelo governo de Trump no fim de maio. O anúncio ocorreu um dia depois da reunião de Flávio com o secretário de Estado dos EUA. Especialistas avaliam impactos da medida na soberania brasileira, enquanto defensores veem potencial de ampliar cooperação internacional.
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